O cocô do cavalo do bandido

Moro bem próximo ao estádio do Palmeiras, o Allianz Parque, e sempre que tem jogo arma-se a maior confusão. Um fluxo enorme de torcedores, vendedores ambulantes, marronzinhos, cambistas, policiais. Torcedores barulhentos, bares lotados, rojões.

Nessas ocasiões me desloco a pé, afinal o uso do carro se torna inviável. Neste último final de semana segui com minhas filhas para o cinema de um shopping próximo de casa e, ao vaguear pelas ruas do bairro na volta para casa, nos deparamos com vários pelotões de cavalaria da Polícia Militar.

É muito bonito ver aqueles grandes cavalos, todos muito bem cuidados, montados por soldados portadores de argênteas espadas. Me fez até voltar no tempo. Pensei em como deveria ser antigamente, quando a cavalaria era diferencial nas batalhas. Quando o cavalo era meio de transporte. Quando carro era carroça ou carruagem.

Meu espírito já estava ficando saudoso… suspirei! Foi quando um cheiro de capim digerido chegou a minha narina, e com um rápido empurrão desviei o solado da Ana Eliza, minha filha mais nova, da rota de colisão. Notei que a consequência daquela tropa toda era transformar a minha rua em uma esterqueira a céu aberto. Ainda no dia seguinte, quando sai para minha corrida matinal, os excrementos estavam presentes a perfumar o ambiente.

Mas que diabos! Será que não podem recolher a caquinha do seu próprio animalzinho?

coco do cavalo do bandido

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