Para os que foram

Semana passada meu artigo, “Para os que ficaram”, foi dedicado aos profissionais que “sobreviveram” às demissões.

Essa semana quero falar para aqueles que foram atingidos diretamente pela crise, pagando o preço com a demissão. Se em “Para os que ficaram” já ficou claro a quantidade de emoções e sentimentos envolvidos, o que dizer sobre os que foram desligados?

O primeiro ponto importante a ser considerado é o da autoestima. Em processos de reestruturação, com reduções drásticas no quadro de funcionários, profissionais competentes também são desligados.

“Em verdade, há muito tempo demissão já não é mais sinônimo de incompetência”.

Nos tempos atuais as principais causas de demissões são: crises, problemas de relacionamento, desalinhamento cultural e salário alto. Portanto, a autoestima não deve ser abalada, além do mais, esta será de grande importância no processo de transição.

A atualização do currículo deve ser a primeira atividade a ser realizada, na verdade este já deveria estar atualizado, é imprescindível manter o currículo atualizado no Linkedin e demais sites, e nunca é demais lembrar a importância de um currículo focado em resultados (1).

O próximo passo deve ser o de comunicar a sua rede sobre sua disponibilidade para novos desafios. É de bom tom avisar pessoalmente os mais próximos, ou pelo menos por telefone. A figura abaixo ajuda com a sugestão de um critério.

cebolanetwork

A maior probabilidade de obtenção de resultado é através da network, portanto, esta deve ser abordada de maneira eficiente, ou seja, com muito critério, objetividade e respeito. Por exemplo, não é necessário “pedir emprego” diretamente para o amigo, pode-se simplesmente avisá-lo sobre sua disponibilidade para que, caso ele saiba de algo em sua rede avise-o ou apresente-o.

Mas não esqueçamos que: network deve ser construída (deve ser cultivada), portanto, antes de solicitar algo, pergunto: o que já fez por ela? Quem já ajudou e de que forma? Não se trata de cobrar retribuição (ou até mesmo de jogar na cara), mas sim de saber que é dando que se recebe.

Outra atividade a ser realizada é a busca por oportunidades anunciadas em sites – de emprego – assim como aplicações diretamente em sites das empresas. É muita pesquisa em Google! Procurar por concorrentes, clientes e fornecedores da empresa anterior pode ser positivo.

Na verdade não é tarefa fácil. Exige muita organização e disciplina. Como costumamos dizer: “Procurar trabalho é trabalho”. Encarar esse momento como um novo desafio, um novo cargo ajuda muito na preservação da autoestima e manutenção do “pique”.

E, já que estamos falando de trabalho, é importante manter-se aberto a todas as formas de atividade remunerada, como: bicos, consultorias, projetos pontuais, trabalho temporário. O que está em jogo aqui é o fluxo de caixa – qualquer entrada de receita é bem-vinda. E por falar em fluxo de caixa, não esqueçamos do controle rígido das despesas – envolver a família no planejamento das ações de contenção de gastos pode ser bastante produtivo.

Não é um momento fácil! É um grande desafio, mas, como toda provação, o melhor a fazer é aprender logo a lição. Tudo é passageiro, tudo é transitório. O que é preciso agora é: superação!

Pra vocês: muita paciência, perseverança e fé.

(1) para saber mais sobre currículo leia o artigo “O que mais importa em um currículo

Para os que ficaram

Infelizmente tenho acompanhado muitas demissões nos últimos meses e cenário parece não melhorar no curto prazo – a sangria nas contas públicas é enorme (e sem previsão de estancamento); a corrupção segue generalizada, desenfreada; a inflação já começa a comer o dinheiro do povo; e o país já não é tão atrativo aos investimentos como outrora.

Mas como minha área não é economia e nem política, restringirei a tratar da questão humana, mais especificamente dos sentimentos e comportamentos daqueles que foram poupados da demissão.

O primeiro sentimento que fica é o medo – medo de ser o próximo. Normalmente as empresas não planejam seus processos de reestruturação e, quando o fazem, não o comunica claramente, deixando os funcionários na incerteza e no risco iminente de uma demissão. Isso faz o cair ainda mais o moral, afetando a produtividade e agravando ainda mais a situação.

Nesse caso, você que ficou deve aumentar seu padrão de dedicação, ampliando assim suas chances de sobrevivência e contribuindo para uma melhor recuperação da empresa.

Outro sentimento sempre presente nesses momentos é o de tristeza. Sentimos tristeza por nos afastarmos dos amigos, tristeza por colegas que necessitam mais do salário do que nós mesmos, colegas que precisam muito do plano de saúde. Tristeza ao ver o departamento vazio, silencioso, lúgubre.

A tristeza nos coloca em “modo” reflexivo, portanto devemos aproveitar o momento para meditar sobre o que podemos fazer para reverter a situação e, principalmente, para ajudar os amigos: fiquemos atentos às vagas de emprego e as indicações que podemos fazer a eles e, não menos importante, prestemos apoio emocional.

Raiva é um sentimento que também pode aparecer, normalmente quando não vemos justiça, ou no mínimo lógica, nas escolhas dos desligados: é quando a demissão alcança um dedicado e produtivo colega ou um leal funcionário, muito necessitado do plano de saúde e ainda mais, quando vemos o “puxa-saco” permanecer.

A raiva também pode advir do sentimento de impotência. Podemos nos enfurecer com os nossos governantes, nossa empresa ou nosso chefe, creditando neles a culpa.

De qualquer forma, a raiva é uma emoção muito poderosa no sentido de capacidade motriz, portanto, aproveite para usar a raiva para mostrar o quanto você é capaz e quanto você pode fazer para reverter o cenário.

Finalizo com outro sentimento bastante presente: o cansaço. Ficamos todos esgotados nessas situações, pois, além de enfrentarmos o medo, a tristeza e raiva, ainda temos que encarar a sobrecarga de trabalho. Por mais que tenha caído a demanda de trabalho, a força de trabalho sempre cai em proporção maior.

Aqueles que ficam vivem uma sensação interessante e conflituosa:

triste por seus colegas, mas feliz por sobreviver;

sobrecarregado de trabalho, mas feliz por sobreviver;

feliz por sobreviver, mas o medo ainda assombra!

Fé, força, coragem!

Desejos para 2016

Nessa época as mensagens e textos contendo votos e desejos para 2016 se proliferam. Eu mesmo enviei muitas, e garanto: todas de coração!

Mas o meu principal desejo para 2016 é que tenhamos força, vontade, motivação para corporificar nossos votos – tanto os por nos mesmo desejados, quanto os recebidos.

Quando desejado Saúde: que em 2016 tenhamos motivação para praticarmos exercícios e paciência suficiente para realizarmos checkups e tratarmos daquelas pequenas “pendências” que temos conosco.

Quando desejado sucesso: que 2016 nos apresente muitos desafios e que possamos superá-los da melhor maneira possível – com muita paciência e sapiência.

Quando desejado dinheiro: quem em 2016 tenhamos muito trabalho! muitos projetos, muitos empregos, muitos contratos.

Quando desejado felicidade: que em 2016 percebamos cada pequeno momento de alegria, de emoção, de sentimento. Aproveitando de maneira positiva cada momento que a vida nos apresentar.

Quando desejado amor: que em 2016 possamos estar próximos às pessoas que mais nos importam, amando e sendo amado.

Que façamos a nossa parte para que os nossos desejos se realizem, afinal sorte = preparo + oportunidade.

Portanto, nos preparar é a parte que nos cabe nessa equação, sem descuidar, é claro, de nos colocarmos no lugar certo na hora certa – ficando assim melhor expostos às oportunidades.

Esses são os meus votos!

Retrospectiva de carreira 2015

2015 tomi lupe

Gostamos de ver a vida como uma sucessão de ciclos e estamos próximos de encerrarmos mais um, e que mais gosto desse momento é o convite, e a possibilidade de uma pausa revigorante, para reflexão – além das confraternizações, é claro.

Para muitos o final do ano é passível de descanso. Muitos órgãos públicos e empresas entram em recesso, diversos setores da economia entram em modo stand by. Meu setor, o de prestação de serviços na área de Recursos Humanos, é um desses. Quase nada acontece entre o Natal e a primeira segunda-feira do ano, permitindo que eu possa renovar minhas energias e, principalmente, refletir sobre o ano que passou e planejar o ano vindouro.

Se compartilha desse sentimento, convido-o a analisar seu ano de 2015 à luz dos tópicos abaixo:

Evolução Intelectual:

Como foi seu ano em relação ao desenvolvimento do intelecto?

  • cursos realizados;
  • diplomas conquistados;
  • livros lidos;
  • congressos frequentados;

Amadurecimento emocional:

Como considera o seu amadurecimento emocional?

  • Como estão seus relacionamentos? Tem buscado reconciliações? Evitado discussões improdutivas? Tem sido assertivo na exposição de argumentos? Como tem encarado críticas e opiniões contrárias às suas?
  • Como está sua empatia? Tem conseguido se colocar no lugar do outro? Tem agido com compreensão e respeito? Tem elogiado? Tem se preocupado com o próximo?

Reconhecimento:

Como obteve reconhecimento?

  • Aumento salarial, bônus, comissão, participação;
  • Aumento de responsabilidades: equipe, orçamento, unidades de negócio, gestão de produtos;
  • Prêmios, certificações, elogios;
  • Promoção;

Resultados:

Como considera os resultados alcançados? Abaixo, acima ou dentro das metas estabelecidas? Quão satisfeito está com eles?

Network:

Quanto você se dedicou ao cultivo de sua rede? Frequentou festas, eventos, reuniões? Atendeu à pedidos? Retornou mensagens e ligações? Foi cordial e solícito? Conheceu pessoas novas?

Experiências:

Que fez de diferente ou novo em 2015? Quão ampliada foi a sua experiência ao longo deste ano?

———————-

Uma vez realizada a reflexão de sua retrospectiva, fica mais fácil estabelecer os objetivos e as estratégias para 2016.

De toda a reflexão que fizestes, quais os pontos dos quais se orgulhou? Quais os pontos que precisam ser melhorados? Quais aspectos de sua carreira devem ser trabalhados e de que forma?

Espero ter contribuído com esse momento de planejamento e faço votos de muito sucesso para sua carreira em 2016.

————————–

Esse artigo foi inspirado em um dos nossos testes: balanço de carreira, o qual considero bastante abrangente e com grande potencial de reflexão. Ele está disponível em:
http://www.ricardoxavier.com.br/index.php?acao=teste&subacao=fazer&i=15

Experiências compartilhadas

Group of friends at the park

No último sábado (5 de dezembro de 2015) aconteceu o encontro de 15 anos dos formandos da turma XLVIII da Faculdade de Agronomia de Espírito Santo do Pinhal/SP. Conseguimos reunir aproximadamente 25 amigos com suas respectivas famílias.

Normalmente quando nos encontramos com pessoas que há muito não vemos ficamos um pouco desconfortáveis. Estabelece-se um clima estranho, que só é quebrado quando histórias dos tempos antigos são relembradas. Isso acontece devido ao fato de se passar 5 anos compartilhando intensas experiências, durante o andamento do curso e, depois, muitos anos distantes, sem qualquer forma de compartilhamento.

Mas não é o que aconteceu na nossa turma!

A nossa turma possui grupos no WhatsAapp e Facebook que permitem o compartilhamento de experiências, de modo que, mesmo após anos geograficamente distantes, muito se pôde acompanhar da vida de todos – casamentos, nascimentos, desafios profissionais, hobbies. De modo que, ao nos reencontrarmos, não havia nada de “estranho”.

Claro que houve encontros “independentes” entre alguns membros; estabeleceram-se algumas relações comerciais; casamentos e aniversários – o que contribuiu ainda mais para com a solidez das relações. Mas o que quero dizer é que as redes sociais contribuem em muito para o compartilhamento das experiências, de modo a participarmos – mesmo que virtualmente – da vida de todos.

Certa vez alguém me disse: “… mas o Facebook está uma porcaria ultimamente” e eu respondi: “O Facebook não pode ser uma porcaria, o que deve estar uma porcaria são as suas amizades”. Mas, como disse um dos nossos no grupo do WhatsApp: “Esses caras são 10!”.

12346403_930705936984039_2898572817124114056_n

As pessoas que passaram pela minha vida, são aquelas que deixei de compartilhar vivências. Claro que tenho muito carinho por elas, mas hoje são apenas memórias. Mas aquelas que ainda partilho, mesmo que pequenos pedacinhos da minha vida com elas – mesmo que um tímido “like” no Facebook, habitam o meu presente.

Compartilhar experiências é partilhar sua vida. Partilhar sua vida com os amigos é contar e ouvir: amarguras e alegrias; desafios e superações; carências e bonanças.

É também apoiar e ser apoiado, ajudar e ser ajudado, emprestar e tomar emprestado. Existe um termo técnico para isso: Network. No entanto, tem um termo certo para isso: Amigos!

Você tem medo de envelhecer?

Senior woman wearing big sunglasses

Ser velho hoje em dia não parece ser boa coisa! Digo isso porque não me canso de ver as pessoas preocupadas em esconder a idade: fazem piadinhas ao mentirem sobre a idade ou ao dizerem que não “são de tal época”; ocultam a idade; investem recursos em produtos e tratamentos rejuvenescedores; e recorrem até mesmo às cirurgias na esperança de permanecerem eternamente jovens.

aurora

Parece que finalmente aprendemos com o erro de Aurora, que pediu a Zeus imortalidade para seu esposo Titono, esquecendo-se de pedir também pela juventude eterna. Hoje queremos longevidade acompanhada de jovialidade!

O mercado de trabalho também é cruel em relação à idade. Devido a grande velocidade do avanço tecnológico, passamos a crer que o jovem tem mais conhecimento do que o velho. É a crença de que “velho” se contrapõe ao moderno, é antiquado, obsoleto. Sem falar da disponibilidade do jovem em ganhar menos.

Preciso declarar que não compactuo desse movimento! Uma das coisas mais graciosas que conheço é a beleza da minha avó. Com seus mais de 92 anos ela conta com cabelos brancos, pele enrugada e dotada de manchas, corpo fraco e curvado. Talvez você não me compreenda, mas é a coisa mais fofa de se abraçar e beijar. Sua voz está fraca, difícil de ouvir, em compensação só se manifesta com palavras sábias ou aveludadas.

Com relação ao trabalho, entendo que os velhos tem mais paciência, mais sabedoria (não só conhecimento), são muito mais atenciosos e possuem maior habilidade no relacionamento interpessoal.

Foi-se o tempo em que o velho não mais aprendia, não mais estudava – somos da geração “eterno aprendiz”.

Se você se preocupa com a idade, tenho um conselho: trabalhe com consultoria ou abra o próprio negócio. Consultores e empresários são valorizados pela experiência e conhecimentos adquiridos, logo, quanto mais velhos na profissão, mais reconhecidos são. Lembrando que, para ser bom em sua área é preciso muita dedicação: estudo, prática e aprendizado – é preciso compreender todas as teorias, coloca-las em prática para ai sim aprender com os erros, consertos e acertos.

Finalizo com uma última recomendação: para evitar a obsolescência pratique a mentoria reversa, ou seja, adote um jovem para ser seu mentor, principalmente em relação à tecnologia: softwares, aplicativos, gadgets, mídias sociais, futurologia. O problema não está em envelhecer, mas sim em perder a curiosidade de criança.

 

O cocô do cavalo do bandido

Moro bem próximo ao estádio do Palmeiras, o Allianz Parque, e sempre que tem jogo arma-se a maior confusão. Um fluxo enorme de torcedores, vendedores ambulantes, marronzinhos, cambistas, policiais. Torcedores barulhentos, bares lotados, rojões.

Nessas ocasiões me desloco a pé, afinal o uso do carro se torna inviável. Neste último final de semana segui com minhas filhas para o cinema de um shopping próximo de casa e, ao vaguear pelas ruas do bairro na volta para casa, nos deparamos com vários pelotões de cavalaria da Polícia Militar.

É muito bonito ver aqueles grandes cavalos, todos muito bem cuidados, montados por soldados portadores de argênteas espadas. Me fez até voltar no tempo. Pensei em como deveria ser antigamente, quando a cavalaria era diferencial nas batalhas. Quando o cavalo era meio de transporte. Quando carro era carroça ou carruagem.

Meu espírito já estava ficando saudoso… suspirei! Foi quando um cheiro de capim digerido chegou a minha narina, e com um rápido empurrão desviei o solado da Ana Eliza, minha filha mais nova, da rota de colisão. Notei que a consequência daquela tropa toda era transformar a minha rua em uma esterqueira a céu aberto. Ainda no dia seguinte, quando sai para minha corrida matinal, os excrementos estavam presentes a perfumar o ambiente.

Mas que diabos! Será que não podem recolher a caquinha do seu próprio animalzinho?

coco do cavalo do bandido

Abre a Rodinha

Viajo muito a trabalho. Praticamente todo mês frequento o aeroporto Govenador André Franco Montoro. O bom disso é que vou aprendendo muito sobre o funcionamento dele: seus restaurantes, melhores lugares para estacionar, tempo necessário para caminhar de um terminal a outro, localização da farmácia, das livrarias. A parte ruim, além do cansaço, é se indignar com alguns comportamentos do ser humano, um deles, a “muvuca” para pegar as malas na esteira!

A Infraero até delimita, com uma faixa amarela, a posição para espera da mala. Mas nem a Infraero e nem os passageiros parecem lembrar da velha lição aprendida na escola primaria: “vamos abrir a roda para caber mais um amiguinho”, dizia a tia Zezé, a querida mestre que me ensinou a ler e escrever!

Minha gente, por Deus! não é preciso ficar próximo da esteira enquanto sua mala não vem! Se abrirmos a roda todos teremos visada suficiente para identificar a própria mala, aproximando-se assim da esteira apenas no momento de sacá-la! Deu pra entender ou é preciso desenhar?

abre a rodinha II

 

Tome partido!

platao

“A punição que os bons sofrem, quando se recusam a tomar parte do governo, é viver sobre o governo dos maus”. (Platão)

 

 

A situação política atual é desanimadora, independente da sua posição, impossível não concordar!

Mas duas coisas, que se relacionam entre si, me preocupam:  a (1) descrença em relação à política brasileira; e a consequente (2) inércia por parte da população.

Em relação a descrença, precisamos primeiramente assumir a parcela de culpa pela nossa falta de comprometimento. Nunca acompanhamos de perto nossos eleitos, nem com TV Senado, TV Câmara e mesmo os noticiários, tomamos o cuidado de acompanhá-los durante seus mandatos. Mas tenha a certeza de que aqueles que os financiaram os acompanham bem de perto!

Como deixamos chegar a esse ponto, me pergunto!?!? Acho que tudo começou na reunião de condomínio que deixamos de ir e delegamos à maioria as decisões sobre o prédio. Suportar aquela velha chata vizinha, o mala do 17o. que só diz abobrinhas, a boazuda do 2o. pedindo novos equipamentos para a academia, a discussão sobre terceirizar ou não a portaria, o imbecil do 44 querendo processar o prédio porque o pilar entrou na frente do seu carro enquanto manobrava – parece ser tarefa árdua para nós simples mortais.

Já as reuniões de sorteio das posições de vagas de garagem são sempre as mais frequentadas, pois é quando se percebe o impacto direto sobre seu bem estar, mas o impacto dos maus políticos parece entrar longe de afetar a sua vida.

Será que ainda há tempo pra mudar? Aceitar que não, é jogar a toalha e continuar a assistir a novela ao invés de ir a reunião de condomínio, portanto ou tomamos as rédeas da situação ou aceitamos sua reificação.

Pode parecer que não há nada que possa ser feito, mas na verdade, assim de bate-pronto, tenho 4 sugestões para você:

1) Proteste! Saia às ruas! Mostre o quanto indignado você está.

2) Voto distrital – informe-se a respeito. Acesse Eu Voto distrital e assine a petição.

3) Filie-se a algum partido e fique mais próximo da política. Ajude a construir uma nova política, quem sabe até não se candidate?!?!

4) Informe-se sobre o que os vereadores, deputados e senadores, principalmente aqueles em que você votou, andam fazendo, propondo, aprovando. Eles têm páginas no facebook, e-mails; as câmaras e o senado têm sites.

A situação chegou a esse ponto justamente por nos ausentarmos da arena política, deixando espaço para aqueles que são mestres na arte de enganar, maquiar, ludibriar – vence quem tem o melhor marqueteiro e a maior verba de campanha.

Eu já tomei partido, afinal, não posso suportar tamanha roubalheira. Se acredita que todos são iguais, te desafio a filiar-se a um partido e a ajudar a mudar esse país!

Tome partido você também, seja qual for!

João de Queiroz Xavier