Por que alguns treinamentos não funcionam?

Já ouvi de muitos colegas de recursos humanos a queixa de que algumas semanas após a aplicação de um treinamento os profissionais voltam a se comportar como antes.

Vamos refletir um pouco sobre o assunto? Confira no vídeo!

O artigo desta semana foi inspirado em: Beer, Michael; Finnstrom, Magnus e Schrader, Derek.: Por que programas de treinamento não funcionam – e o que fazer. Harvard Business Review Brasil, RFM Editores, Volume 94, Número 10, Outubro de 2016.

A pílula da experiência

Alguém aí sabe onde comprar uma pílula que aumente a nossa experiência? Sim, isso mesmo! Hoje em dia tem pílula para tudo: para emagrecer, para ficar tranquilo, para ficar louco, para acabar com a celulite, para conter hiperatividade, para ganhar mais músculos, para ficar acordado, para correr mais rápido… a lista não para! Mas ainda não inventaram a: “Pílula da Experiência”!

Como seria bom hein!? Bastava tomar alguns comprimidos de tantas em tantas horas e: “Tcharam”! fiquei mais experiente! Agora tomo melhores decisões, antecipo melhor os acontecimentos, desafio ainda mais meu status quo, produzo melhores resultados e me torno mais experiente outra vez.

Mas infelizmente as coisas não são bem assim. Todos nós sabemos do preço a ser pago quando forçamos nosso organismo para muito além daquilo que fora projetado: vício, dependência, lesões, doenças! Sendo assim, ainda bem que não inventaram uma pílula para ganharmos experiência, e nem quero que a encontrem. Teremos que conquistar a experiência: com muito suor, sofrimento, alegrias e amores.

A boa notícia é que existem sim algo para acelerar o processo de ganho de experiência: Leitura e Estudo! Através do estudo e da leitura podemos nos apropriar de grande parte da experiência do autor ou do professor, contribuindo assim para o desenvolvimento de novas regras de julgamento que me acompanharão pelo resto da vida. Portanto, estude!

Acontece que só ler e estudar não basta, é preciso se expor a situações adversas ou desconhecidas ou novas ou tudo isso junto. É preciso arriscar! É preciso coragem! É preciso ver o mundo através da lente do desenvolvimento e não do desempenho. Não mais interessa o quanto fiz, mas sim o como poderei fazer melhor da próxima vez. Portanto, exponha-se a novas – como o próprio nome já diz – experiências!

Não se preocupe com os revezes ou dissabores, primeiro porque são eles que ajudam a temperar a vida e segundo por conseguirem nos tirar da zona de conforto, além do mais, tem uma historiazinha circulando pela internet que fala do discípulo que pergunta ao seu mestre:

– “Mestre, como faço para tomar boas decisões”?

E o mestre responde: – “Ganhando experiência”!

Mas o discípulo persiste: – “E como faço para ganhar experiência”?

Finalmente o mestre responde:

– “Tomando más decisões”!

Incrível, não? por isso digo: arrisque-se! coragem!

E o melhor disso tudo é que existe um efeito sinérgico no ganho de experiência: quanto mais experiência ganhamos, mais experiência ganhamos! É mais ou menos assim: conforme adquiro experiência melhor consigo trabalhar meu julgamento, análise de fatos/dados e desafios de maior complexidade. E quanto melhor trabalho os fatos/dados, julgamento e complexidade, mais experiência adquiro – encontrando assim um círculo virtuoso!

Atenção! Profissionais recomendam ministrar essa pílula diariamente. A quantidade? Bem, esta depende muito do que queres da vida!

Pense fora da caixa

Quem nunca ouviu este conselho: “você tem que pensar fora da caixa”? Esta frase já se tornou clássica no mundo corporativo, afinal, ela significa: veja a situação de outro ângulo, por outro ponto de vista, aceite uma ideia diferente – como também as vezes soa como: se vire, dê seus pulos, mas me traga a solução! E desde que a humanidade iniciou essa grande disputa por dinheiro, mercados, clientes – não mais tivemos paz, só pressão.

Pensar fora da caixa significa pensar diferente, ver as coisas de fora, do alto. É buscar por soluções em “lugares” ainda não explorados. Mas quando nos recomendam, nunca nos orientam ou ensinam em como fazê-lo. As pessoas simplesmente dizem: “você tem que pensar fora da caixa”. Mas, se eu soubesse como fazer para pensar fora da caixa eu já estaria pensando fora da caixa, não é mesmo? É para eu sair da caixa e ver novas possibilidades, um novo mundo fora da caixa, mas se eu soubesse como é o “mundo” fora da caixa eu não mais estaria dentro da caixa. Complicado né!?!?

Vamos recorrer a duas pequenas histórias sobre como pensar fora da caixa:

Charada do ponto de ônibus

Fazia muito frio e chuva e você voltava para sua casa tarde da noite com seu pequeno carro – um carro que cabe apenas 2 pessoas: o motorista e um passageiro -, quando de repente você avista em um ponto de ônibus 3 pessoas: o médico que salvou a sua vida, uma senhora bem velhinha, adoecida, e o grande amor da sua vida.

No seu carro só cabe mais uma pessoa. Oque você faria?

Lembre-se: pense fora da caixa!

O julgamento do inocente

No tempo dos grandes reinos, grandes impérios, havia um ditador injusto, cruel, egoísta e ambicioso. Qualquer cidadão que desrespeitasse suas regras era severamente punido. Quando este ficou sabendo de um vassalo que conquistara o coração de sua filha, tratou logo de procurar um motivo para detê-lo e julgá-lo, o que não foi difícil, haja visto o total desrespeito com os direitos dos cidadãos.

O pobre rapaz foi levado a julgamento, melhor dizendo, a toda aquela encenação, afinal, o resultado já se sabia de antemão. O juiz lhe ofereceu a perpétua ou invés da pena de morte em troca de uma confissão, mas ele era inocente e recusou a negociação. Diante disso o juiz propôs um sorteio: “vou pegar dois pedacinhos de papel, em um escreverei culpado e noutro, inocente. Você escolherá um deles e em voz alta pronunciará a sua sentença”.

Ele não tinha como recusar. Na verdade, a ideia até soava mais justa, afinal um sorteio era melhor do que aquela armação. Mas ele sabia que não podia confiar naquele juiz e de fato tinha razão: o esperto juiz escreveu “culpado” nos dois pedaços de papel, excluindo “inocente” do rol de opção.

O que você faria se estivesse no lugar dele?

Lembre-se: pense fora da caixa!

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As histórias são legais, mas esse negócio de ficar mandando os outros pensar fora da caixa é muito chato! Ao invés de ficar “corneteando” dicas aos quatro cantos, que tal ajudar um pouquinho? Quando pensamos em como pensar (isso mesmo: pensar o pensar = metacognição) fora da caixa, pensamos em questionamentos capazes de abrir a nossa percepção – ampliar os pontos de vista, aumentar o leque de possibilidades, portanto, algumas perguntas podem ser muito bem-vindas:

  • Com que esta situação se parece? Já passei por situações semelhantes?
  • Qual seria a melhor solução se não houvessem restrições?
  • Pense em alguém que admire muito. Se esse alguém estivesse em seu lugar, como resolveria? Como pensaria?
  • Quais outros campos/áreas podem ser explorados?
  • Quem são os envolvidos?
  • Quais valores que estão envolvidos?
  • Quais insights e intuições podem ser obtidos com essa situação?

E não se esqueça de discutir a situação com outras pessoas, principalmente aquelas que você saber que pensa diferente de você – mas trate de escutar direito, com atenção, e não fique preso nos seus próprios julgamentos. No primeiro momento é preciso abrir ao máximo o assunto – explorar por completo o tema, somente após a exaustão é que se deve buscar a síntese, ou seja, o fechamento.

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E por falar em fechamento, ao desfecho das histórias:

No primeiro caso, o melhor a fazer seria: entregar seu carro ao médico, para ele poder levar a velhinha ao hospital e ficar no ponto de ônibus com o grande amor da sua vida!

No segundo, diz a história que o réu retirou um papelzinho das mãos do juiz e imediatamente enfiou na boca e o engoliu. O juiz possesso gritou: “imbecil! Como saberemos agora qual papel tirou”? O aldeão tranquilamente respondeu-lhe: “simples, o que escolhi é exatamente o oposto do que ficaste em suas mãos”!

Contrato de despedida

O processo de encerramento de atividades de uma empresa ou indústria requer grande atenção, afinal é um processo que demanda muitos recursos. Não se trata de apenas demitir os funcionários, apagar a luz, fechar a porta. É preciso encerrar contratos com fornecedores e, principalmente, de clientes. E para isso, muitas vezes se faz necessário a manutenção de uma pequena equipe (e maquinário) para cumprir alguns contratos e cuidar da estratégia de encerramento: vendas (ou transporte) de ativos, cronograma de desligamentos, papeladas legais.

Isso não só requer muito dinheiro, como também pessoas comprometidas com o encerramento – o que parece um contrassenso, afinal, o cumprimento da meta maior coincide com o seu próprio desligamento. Por isso, há consenso entre as empresas de que algo precisa ser feito para que haja engajamento entre essa meta e a continuidade da carreira daqueles que nela se empenharem. Normalmente são ofertados alguns benefícios como:

– Bônus (prêmios), normalmente expresso em quantidade de meses de trabalho;

– Prorrogação de assistências médicas ou odontológicas;

– Assessoria no processo de recolocação e continuidade do projeto de carreira do profissional.

Esses benefícios precisam ser bem administrados, pois representam um custo, bastante visível (tangível) por sinal, e uma receita um tanto subjetiva (intangível) – representável apenas sob a forma de empenho e/ou satisfação do cliente – o custo da saída de um profissional que não aderiu ao projeto, por acreditar que naquele momento um novo emprego seria mais seguro do que os benefícios ofertados, é impossível de ser calculado.

Ofertar um programa de Assessoria para Recolocação pode reduzir significativamente a ansiedade gerada pelo medo da perda do emprego, afinal, o colaborador sabe que será profissionalmente assistido em seu projeto de continuidade da carreira. Sem falar do apoio psicológico e emocional em momento crucial – digo crucial e não delicado, pois essas rupturas sempre ocultam possibilidades.

Em nossos programas de Transição Profissional sempre nos preocupamos em:

– Facilitar a construção de um plano de carreira;

– Ampliar o horizonte de possibilidades de carreira;

– Diminuir o impacto psicológico/emocional;

– Acelerar a recolocação

Existe uma transição ainda mais complexa: a mudança de site (ou cidade). Ela é mais complexa pois muitas vezes envolve a mudança de uma família, e não só do profissional e mudar de cidade é mudar toda sua vida: família, escola, amigos, clube, atividades de lazer.

Existem profissionais que fazem parte do plano de mudança da organização e, portanto, é dada como certa a sua adesão, mas muitos deles certamente não a seguirão; existem profissionais menos cobiçados, logo, com menor preocupação quanto a sua adesão; assim como existem aqueles que não mais fazem parte dos planos.

Para o primeiro caso, daqueles estratégicos à organização, um programa de outplacement para o cônjuge pode ser uma boa estratégia para minimização do impacto da mudança, logo, maior aderência do profissional. E para os demais casos, um programa de assessoria para recolocação profissional pode ser condição essencial para uma transição mais tranquila, responsável e com cumprimento dos compromissos com fornecedores e clientes.

A Ricardo Xavier Recursos Humanos se orgulha de ser pioneira neste tipo de serviço, sendo detentora do conhecimento e desenvolvimento dessa metodologia.

Com quem você quer transar em 2017?

Recomendo a leitura do último artigo (Com quem você transou em 2016?), onde tratamos das nossas transas de 2016 e sobre o significado de “transa” por mim empregado.

Recapitulando:

“[…] o verbo “transar” traz consigo outros significados, diferentes daqueles relacionados as trocas de carícias íntimas”.

“[…] faço uso do verbo “transar” no sentido de: 1. negociar ou fazer operação comercial com; transacionar. 2. chegar a um acordo a respeito de; ajustar, combinar. 3. conseguir, arrumar, arranjar; […] 4. gostar de, deleitar-se com, apreciar”.

A ideia do artigo era elaborar uma lista das pessoas que mais tiveram importância no último ano em sua vida, refletindo sobre o tipo de relacionamento e as mutuas expectativas.

A ideia agora é analisar com quem, e como, queremos nos relacionar nos próximos 12 meses:

Para estruturar um plano é preciso saber aonde se quer chegar exatamente, afinal: para quem não sabe onde ir qualquer caminho serve; ou: se você não saber para qual porto está navegando, nenhum vento é favorável. Logo, o primeiro passo é definir suas metas.

Sempre incentivo as pessoas a “desenharem” metas em 3 perspectivas:

– Desempenho;

– Aprendizado;

– Relacionamentos;

A tabela abaixo pode facilitar a reflexão, elaboração e visualização das metas.

tabela-transa-2

 

Essas 3 perspectivas se relacionam entre si – por exemplo: para eu alcançar determinado desempenho, preciso aprender algo novo e/ou me relacionar de maneira mais eficiente com as pessoas envolvidas.

Uma vez estabelecida a meta, fica mais fácil visualizar as pessoas que mais importam (impactam) na meta, e uma vez identificadas essas pessoas, passamos então a refletir sobre como podemos aprimorar nosso relacionamento com elas, ou seja, como podemos transar bem gostoso com elas. O convite agora é para refletir sobre quais ações podemos tomar para aprimorar nossa relação com essas pessoas.

tabela-transa-3

 

Quando tratamos planos de ações em relação às pessoas (ou rede de relacionamentos), podemos nos sentir oportunistas, aproveitadores, manipuladores – mas aqui vai minha ressalva: não se preocupe com isso. Ninguém transa com ninguém sem ter vontade – o contrário disso é estupro. O ideal aqui seria alcançar o sentido de “transar” descrito no item 4 (gostar de, deleitar-se com, apreciar), mas como no mundo dos negócios não tem muito espaço para amores e romances que fiquemos então com os sentidos 1, 2 e 3 (negociar, transacionar, acordar, combinar, arranjar).

Espero que estas reflexões contribuam deveras com seu desenvolvimento.

Boas transas!

Com quem você transou em 2016?

Aprendi com uma grande amiga que o verbo “transar” traz consigo outros significados, diferentes daqueles relacionados as trocas de carícias íntimas. O aprendizado se deu quando ela me classificou como “ruim de transa”. Confesso que fiquei assustado com o termo, mas ela logo explicou que estava querendo dizer que eu era “ruim de negócio”, “intransigente”.

Quis compartilhar este susto com vocês através do título bombástico deste artigo.

Passado o susto, quero esclarecer que faço uso do verbo “transar” no sentido de: 1. negociar ou fazer operação comercial com; transacionar. 2. chegar a um acordo a respeito de; ajustar, combinar. 3. conseguir, arrumar, arranjar. E acho que podemos até estender um pouquinho mais, sem comprometer o decoro, chegando em 4. gostar de, deleitar-se com, apreciar.

Portanto, minha proposta é refletirmos a respeito das pessoas e da forma como nos relacionamos – com quem e o que transacionamos; com quem e o que acordamos (opa! Mais um susto! “acordamos”: no sentido de fazer acordo e não de despertar ao lado da pessoa querida). A ideia é simples: olhar o passado para então planejar o futuro.

As trocas de informações, favores, recursos, palavras de apoio, conhecimento – são os nutrientes que enriquecem o solo, possibilitando o cultivo daquilo que nos difere dos demais animais – relacionamentos. Os relacionamentos são como o sangue que carrega esses nutrientes, permitindo que cada célula realize com mestria sua função. O grande Gonzaguinha já nos disse certa vez: “Ninguém é feliz sozinho: nem o pobre e nem o Rei”.

Talvez uma tabelinha simples, contendo: nome, tipo de relação, grau de importância da pessoa, expectativas suas para com esta pessoa, expectativas desta pessoa para com você e plano de ações para cultivar a relação, possa ser suficiente.

tabela-transa

Se você, assim como eu, transou muito em 2016, talvez tenha alguma dificuldade em mapear todos esses parceiros. Para facilitar podemos começar pensando nos círculos (ou papéis): amigos, familiares, colegas de trabalho, colegas de escola, clube, associações. Depois, graças ao uso da tecnologia, podemos facilmente verificar as pessoas que mais passamos (e/ou recebemos) e-mails no último ano, com quem mais fizemos reuniões, com quem mais trocamos mensagens no WhatsApp, Facebook, Linkedin, podemos “zapear” nossa agenda de contatos do celular. Enfim, formas de encontrar as pessoas que mais importam para a gente não parece ser tão difícil – O grande desafio então é: encontrar as pessoas com as quais você gostaria de transar em 2017! Mas aí é assunto para o artigo da próxima semana. Aguarde!

Suas metas para 2017

Eis que chega a hora do balanço! Mesmo aqueles que avaliam suas vidas em períodos mais curtos, também realizam suas avaliações nesta época do ano. Não tem jeito, é cultural.

O final de ano – aquele momento em que todos tiram o pé do acelerador; quando o judiciário entra em recesso, junto com nossos bandidos profissionais (sim, aqueles do congresso) – nos convida a fazer uma retrospectiva dos últimos 12 meses a fim de desfrutarmos das conquistas, aprendermos com as derrotas e, por fim, estabelecermos novas metas.

Estou muito contente, pois consegui cumprir com uma meta muito especial para mim: escrever (e publicar nas redes) um artigo semanal – foram exatos 52 artigos, não falhou uma sexta-feira se quer. Sempre que abro a minha página de publicações, sinto orgulho em ver minha obra.

Alcançar uma meta dá uma sensação muito boa: empoderamento, realização, sentimento de dever cumprido. Agora posso almejar novos patamares, inclusive, quero aproveitar para registrar que, uma das metas para 2017 será: escrever (e publicar) um livro.

Edwin Lock, no século passado já escreveu sua teoria “Goal Setting & Task Performance” – Teoria do Estabelecimento de Metas -, não nos deixando dúvidas quanto a energia que uma meta importante e desafiadora pode nos conferir; e por aqui, no nosso país tropical, nosso querido Neil Hamilton Negrelli Jr. nos ensinou a regra de ouro: alcance uma meta e faça-se feliz!

Mas é importante lembrar que uma boa meta tem que ser S.M.A.R.T.:

smart

Portanto, meus queridos leitores, agradeço vocês pela audiência, likes, compartilhamentos e comentários; e convido-os a pensar sobre suas metas de: desempenho, aprendizagem e de relacionamentos para 2017.

O futuro do “estado de Flow”

A melhor tradução para a palavra “flow” é “fluir”. Na engenharia, flow é empregado para descrever um fluxo constante e descomplicado de algum fluído (líquido, gasosos) ou da eletricidade. No nosso português empregamos o termo para descrever um estado de fluir.

“Estado de fluir” já era empregado em traduções de conteúdos provenientes das filosofias orientais, pois é o que melhor descreve os estados meditativos, quando a mente em suspensão alcança um estado de pensamento fluido, ou seja, em um fluxo livre, constante, descomplicado. Algo difícil de explicar, melhor é sentir, praticar.

Mas tem uma experiência de fluir que todo mundo já experimentou, o que facilita a explicação: encontramo-nos em estado de flow quando estamos tão absorvidos em uma tarefa, em uma atividade, que sequer vemos o tempo passar – é estar completamente absorto.

Os neurocientistas, analisando as imagens das tomografias computadorizadas do cérebro, identificaram que, durante tal estado, todos os circuitos cerebrais necessários para a melhor execução de uma atividade ficam ativos e dedicados a ela, enquanto que os circuitos desnecessários permanecem completamente inativos. Ou seja, o cérebro está completamente focado naquela atividade. Nada o distrai, nem mesmo o passar do tempo.

Por que o assunto é importante? Porque hoje temos muita dificuldade de nos concentrarmos em uma tarefa ou uma atividade em específico. Somos a todo o momento interrompidos ou assediados pelos assovios das mensagens de textos dos nossos gadgets, os bips de chegada de e-mails ou mesmo o tradicional telefone que toca. É muito difícil nos mantermos focado em algo pelo tempo necessário.

O cérebro é como um músculo – deve ser exercitado: podemos, e até certo ponto devemos exercitá-lo, atuando em duas ou mais tarefas ao mesmo tempo, por exemplo. Mas os pesquisadores advertem: nosso cérebro não foi projetado para isso. Assim fazendo, perdemos, e muito, a eficiência. Portanto não indico este exercício para as tarefas de maior responsabilidade ou complexidade.

Mas acredito que nossas crianças, nascidas na “era” dos tablets e smartphones, e que já começam a exercitar a multifuncionalidade do cérebro durante a sua própria formação, alcançarão poderosos estados de flow – múltiplos e ao mesmo tempo focados.

Cuidado com a baixaria na festa da firma!

Com a chegada de dezembro inicia-se a “temporada de festas de final de ano”, período em que temos que ficar atentos para não cometermos excessos, afinal, é muita tentação: comida, bebida, festas.

Mas a grande atenção deve ser dada as confraternizações das empresas! Afinal, nestas, deve-se manter o decoro – ou você pensou que decoro se aplicava apenas aos parlamentares?

É um pouco complicado misturar álcool (ou mesmo diversão) com trabalho: quero dizer: abusar do álcool, ou mesmo das brincadeiras, na presença do chefe pode não ser uma boa ideia. Quando bebemos diminuímos nosso senso crítico e falamos mais do que normalmente falaríamos: corremos o risco de ofender colegas, ou pior, o chefe, ou ainda “mais pior”, o chefe do chefe! Corremos o risco de parecermos tolos, de fazermos declarações amorosas a colegas compromissados ou a colegas que não compartilham do mesmo sentimento – e até mesmo de avançar o sinal, queimar a largada ou entrar mesmo na contramão.

Bom, depois de aprontar muita baixaria nesses tipos de ocasião, um amigo de um primo meu resolveu escrever algumas sugestões para quem vai enfrentar este tipo de situação:

– Chegue o mais tarde que puder na festa: isso reduzirá o tempo total disponível para a ingestão de álcool, e também te colocará em um grau de sobriedade maior do que o dos seus colegas;

– Beba devagar e intercalando com água: isso te manterá hidratado – contribuindo para a manutenção do seu sistema como um todo: o que incluí raciocínio e coordenação motora; e como na sugestão anterior, também te manterá um ou mais níveis alcoólicos abaixo dos seus colegas;

A ideia é não dar baixaria e não ser inconveniente com os colegas, portanto, combatendo o álcool, a maior probabilidade é de que apresentemos o mesmo comportamento que apresentamos no dia a dia, claro que um pouco mais animado, mais descontraído, porém, ciente de cada palavra que sai da boca – independente do que se tenha pensado ou sentido!

Mas não esqueçamos: é para festejar! brincar! se divertir! Por isso a última sugestão é:

– Dance, dance e brinque muito!: isso ajudará a expurgar os problemas do passado e reforçará o sentimento de grupo – como uma família: que sofre, briga, brinca e cresce junto.

Boas confraternizações!

O Desconfortável Marketing Pessoal

É muito comum em nossos atendimentos de couseling e coaching encontrarmos excelentes profissionais que não se sentem confortáveis em fazer o “tal do marketing pessoal”. Eles se queixam de se sentirem pedantes – não querem parecer exibidos. Esse é um sentimento natural, normal – o problema é justamente o contrário, ou seja: profissionais arrogantes, prepotentes e exibicionistas.

Trabalhei com um profissional que todo ano inventava um grande projeto para justificar seu emprego (e salário). Seus projetos não davam em anda. Nunca se via ou se conseguia mensurar os resultados, mas quando chagava o final do ano lá vinha ele com mais uma novidade. Este profissional era um grande especialista em marketing pessoal: sabia muito bem vender suas ideias e sua imagem – bom, pelo menos por uns 5 anos.

Profissionais competentes estão cansados de assistir casos como este e sua indignação e repulsa faz com que se sintam muito mal alardeando seus feitos. E isso só complica ainda mais nosso “teatro organizacional”, pois assim sendo: bons profissionais se acanham enquanto profissionais medíocres se inflam.

Com a intenção de motivar os bons profissionais a exibirem com mais frequência suas competências e resultados, quero primeiramente separar o joio do trigo: Marketing pessoal é uma coisa, propaganda é outra; e propaganda enganosa é ainda outra coisa.

Temos que pensar o marketing pessoal como um estudo de mercado, ou seja: oferta x demanda; atributo de produtos; diferencial competitivo; estratégias de posicionamento; precificação; e, claro, propaganda, divulgação.

Nesse ponto, aproveito para indicar o vídeo do meu grande amigo (e mentor), José Antônio Rosa.

Portanto, a parte mais importante do Marketing pessoal não consiste na propaganda: se toda a estratégia de marketing for bem estudada, bem planejada e bem executada, a propaganda tende a ser facilitada. A alta gerencia, percebendo os resultados, logo atribuirá valor ao responsável – como acontece com o “boca a boca” sua imagem profissional será divulgada, além do mais, sabemos que quando se tem um bom produto, fazer propaganda fica muito mais fácil. E quando o assunto for trabalho em equipe, a coisa fica ainda mais fácil! Exultar seu time nunca soará arrogante, pelo contrário, é sinal de nobreza atribuirmos o resultado ao grupo. Ademais, mesmo que um time tenha a figura de um grande atacante, quando o sucesso acontece, todos os membros que melhor desempenharam são identificados e creditados.

Propaganda, quando se trata de marketing pessoal, nada mais é do cuidar da sua imagem, servir de exemplo e gerenciar o impacto que tem causado nas pessoas.

Se este texto te ajudou a se sentir mais confiante em divulgar suas competências, compartilhe, quem sabe assim poderemos ampliar a quantidade de bons profissionais praticando o marketing pessoal.