3 lições que aprendi com Usain Bolt

Usain Bolt entrou para a história! Suas conquistas são indiscutíveis e sua fama já beira o Mito! Essa mistura de: Jamaica + resultados + simpatia + dancinhas e sorrisos transformou nós brasileiros em fãs.

Eu acompanhei as suas provas e muito do que a imprensa falou sobre o astro e, ao final dos jogos, aprendi com ele algumas lições as quais gostaria de compartilhar:

  1. Sobre concorrência

As melhores marcas atingidas pelo atleta se deram em provas disputadas por grandes concorrentes. Na edição 2016 dos jogos olímpicos, o mito não bateu nenhum recorde e seus ouros foram alcançados com certa facilidade, comprovando a tese do “tubarão no tanque”. Parece que realmente temos uma tendência ao comodismo e que só nos mechemos quando ameaçados.

Mito por mito: Prometeu roubou o fogo de Zeus e o entregou a humanidade e Zeus nos castigou com a inveja, cobiça, emulação

Em uma das baterias das semifinais, Bolt, já classificado, diminuiu o ritimo para poupar energia para as finais. Seu rival, De Grasse, do Canadá, também já estava classificado, portanto assim como Bolt, deveria se poupar – a “regra” estava implícita. Mas graças ao castigo de Zeus, De Grasse tentou superar Bolt, que, ao perceber a aproximação do rival, tratou de acelerar e vencer a prova, alcançando sua melhor marca da temporada.

Imagine ser um atleta e viver na mesma época que Bolt! Imagine ter um concorrente como Bolt! Acho que isso pode ser fonte de inspiração/motivação ou de tristeza/desmotivação – vai depender do quanto você foi tocado por Zeus, não é mesmo?

  1. Trabalho primeiro, lazer depois

Bolt se comporta de maneira extremamente profissional durante os jogos, mas assim que acabam suas provas ele parte para farra! Sim, claro, afinal ele não é um deus, ele é humano e também tem direito a álcool e sexo! Depois que ele morrer será outra história: ocupará sua merecida cadeira ao lado dos deuses do Olimpo, mas por hora ele é humano. Mas um humano responsável: respeita os treinos, as provas, as regras, os adversários e depois de tanto esforço e dedicação pode enfim comemorar, relaxar e gozar sua glória. Como que nas festas dionisíacas da Grécia Antiga ou no Carnaval do Brasil Atual

“E um dia, afinal / Tinham direito a uma / alegria fugaz / uma ofegante epidemia / Que se chamava carnaval / O carnaval, o carnaval” (Chico Buarque)

  1. A internet, seus meios de comunicação e viralização

Não temos mais nenhum controle sobre a comunicação. Qualquer Smartphone pode registrar um vídeo ou uma imagem e esta “ganhar a rede” em poucos minutos. Foi o que aconteceu com Bolt após sua festança dionisíaca, sua companheira não hesitou em tirar e compartilhar fotos com o atleta, afinal, de que adianta “ficar” com o Bolt se ninguém ficar sabendo!

A coisa viralizou de tal maneira, que hoje, ao fazer uma rápida pesquisa sobre o Bolt para terminar este artigo, 5 –  dos 12 resultados da primeira página do Google – destacavam essa fofoca! Caramba, seus feitos atléticos são quase tão importantes quanto seus feitos, digamos, carnais!?!?

Bom, para mim pouco importa. É um grande mito do atletismo moderno, ficará para a história e muito pude aprender com ele – só não aprendi a correr como ele, mas quem sabe um dia ainda alcanço um “pace” (ritmo) abaixo dos 5:45 (minutos/km)!?

5 Dicas para se tornar um profissional de sucesso

O mundo corporativo é cada vez mais exigente. As grandes transformações tecnológicas estão exigindo profissionais criativos, flexíveis e detentores de conhecimentos técnicos e de gestão, ao mesmo tempo. Ademais, essa mesma tecnologia vem provocando a diminuição dos postos de trabalho. Domenico De Masi já disse: “O trabalho operacional foi substituído pelas máquinas e agora o trabalho executivo está sendo substituído por computadores, só nos restará o trabalho criativo”. Se você leu até aqui, “guarde a sílaba “e””

Diante desse cenário, algumas posturas podem ser preditas para a construção de uma sólida carreira profissional:

  1. Selecione as informações

A maravilha da internet nos proporcionou um oceano de informações. Antigamente o desafio era encontrar a informação. Era preciso ir a uma biblioteca e pesquisar minuciosamente seu catálogo e suas enciclopédias. Hoje o problema é outro: filtrar a enorme quantidade de bobagens, inutilidades e, principalmente, mentiras.

A dica é: defina seus autores e seus veículo favoritos. Não perca tempo com os outros, a menos que esteja “zapeando” em busca de um novo “fornecedor”, e se você chegou até aqui, peço agora que guarde a sílaba “ter”

Muito cuidado com os e-books e palestras gratuitas. Não existe almoço grátis, trata-se de livros ou palestras degustativas, ou seja, superficiais, suficiente apenas para lhe deixar com gostinho de “quero mais” – o “pulo do gato” nunca é ensinado.

  1. Estude

Diante de tanta transformação, a melhor escolha é promover a transformação. John Richardson disse: “Existem 3 tipos de pessoas: as que deixam acontecer, as que fazem acontecer e as que perguntam o que aconteceu”.

Para se promover a transformação é necessário muito estudo. Não estou me referindo apenas estudo acadêmico, mas sim de um estudo holístico associativo. A criatividade funcionado de modo errático e associativo, portanto é preciso conhecimento nas mais diversas áreas e formatos. Guarde agora a sílaba “no”.

Muito cuidado: a sociedade te convence de que é preciso formações acadêmicas e te incentivam a pagar uma pós-graduação! Formações são bem-vindas, mas de nada adiantam se não vier junto com a experiência e com outros conhecimentos gerais e culturais.

  1. Molhe a camisa

É preciso muito empenho, muita dedicação. Tiger Wods disse que começou a ter sorte quando passou a treinar 12 horas por dia. Costumamos ver o sucesso dos outros e não paramos para refletir o preço que foi pago para alcança-lo. Muito provavelmente horas de lazer, com a família, foram sacrificadas. E por falar em empenho, se você chegou até aqui guarde agora a sílaba “a”.

Quanto maior a dedicação, maior é o aprendizado prático, experenciado – maior é a aquisição e construção do conhecimento tácito.

  1. Pare de ler textos que dizem “5 dicas para isso, 7 passos para aquilo”

Muito cuidado com esses tipos de posts. Melhor dizendo, cuidado para não cair na armadilha de ler apenas o superficial. Temos a tendência de achar que já sabemos o suficiente e aí lemos apenas os tópicos, quando muito damos uma rápida passada no parágrafo inicial, apenas para confirmar: “ah, isso eu já sabia”. Pare e pense comigo: por que será que você já sabia? Você já sabia porque está realmente lendo um texto superficial, escrito por alguém exatamente com esse propósito – por sinal, se chegou até aqui, segure a sílaba “pren”- o propósito de escrever algo apenas para chamar a atenção, dito de outra maneira: apenas para gerar audiência (page views).

Talvez agora perceba que esse texto também é uma armadilha. Mas é uma armadilha do bem. Fiz a pesca de sílabas exatamente para passar o que há de mais importante neste artigo para aqueles que realmente leem. Até por isso, não aguardarei a conclusão, vou dizer logo agora: junte todas as sílabas passadas com a última – “diz”. Pronto, agora tens o que há de mais importante para se alcançar o sucesso. Encontrou? Então deixe registrado nos comentários, quem sabe assim incentivamos os preguiçosos a lerem com mais atenção. Finalizarei com o último tópico, pois além de ser muito importante, ele nos ajudará a esconder esse parágrafo dos mandriões.

  1. Leia livros, ensaios; faça graduações, cursos

A questão é: leia livros ou ensaios e não posts. Faça formações, graduações, cursos e não palestras ou “webnares” gratuitos. Tenha mentores, professores, líderes, autores. Quando encontrar um bom: leia toda sua obra.

Com isso finalizo a minha singela lista! Sucesso a todos!!!

Ressignificando o trabalho

Já vi muito artigos abordando o significado da palavra “trabalho” como originada do latim Tripalium, que era um instrumento usado pelos Romanos para tortura. Se formos mais longe na história, temos o trabalho como um castigo de Deus, condenando Adão a obter seu alimento com sofrimento e o suor do seu rosto.

Essas histórias e definições nos fazem perceber o trabalho como algo ruim, um castigo. Usamos até a palavra para indicar algo difícil: “isso deu maior trabalho”, “aquilo é muito trabalhoso”.

Acontece que tem alguns detalhes que não são contados:

(1) Tripalium na verdade não era um instrumento de tortura. Ele era uma ferramenta usada para bater e debulhar cereais. Foram os Romanos que criativamente o empregaram na tortura.

(2) Somente muito tempo depois, com o surgimento de outras línguas, é que criamos a palavra “trabalho”. Para os Romanos, e outras civilizações mais antigas, simplesmente não existia a necessidade de usar esse termo. Usava-se diretamente o trabalho em questão, por exemplo: plantar, colher, fiar, cozinhar, serrar, montar, criar. Não havia necessidade de uma palavra que generalizasse todas as atividades de transformação.

(3) Castigo ou dádiva? Imagine como seria o mundo se ainda vivêssemos no paraíso de Adão e Eva. A princípio parece que seria muito bom, mas se lembrarmos de Darwin, com sua teoria da evolução, veremos que não evoluiríamos em nada. Nem a roda teria sido inventada, que dirá o smartphone! Em verdade, é a necessidade que nos motiva. Até por isso que não vejo contraposição alguma entre a Bíblia e Darwin.

Hoje sabemos que o trabalho é fonte de desenvolvimento, aprendizado, relacionamento, pertencimento, sentido de vida, realização pessoal, alegria, status, dinheiro. Mas quero erradicar de vez essas raízes escolástica e romana para que possamos transcender o significado de trabalho, agregando novos entendimento como: cooperação, compaixão, cocriação, responsabilidade social e ambiental.

Sua empresa saiu no Porta dos Fundos? Episódio 5 – Demissão

Demissão é tão ruim que desagrada as duas partes envolvidas: o demissor e o demitido. Por ser tarefa difícil de se executar, muito tem sido escrito e estudado a respeito, mas especificamente na forma de orientação para quem vai demitir.

De fato, para quem é demitido, não há muito o que se falar. Não seria justo exigir uma postura racional em um momento tão delicado – especialistas afirmam que a demissão é a 3ª maior perda que um ser humano pode passar, perdendo apenas para “fim de um relacionamento” (2ª) e “morte de um ente querido” (1ª). Se consideramos que hoje as pessoas são bem mais fiéis as suas carreiras e suas empresas, arrisco dizer que a demissão está assumindo a 2ª posição.

A recomendação para o demitido é procurar manter-se o mais equilibrado possível, mas não há problema nenhum em demonstrar tristeza – o problema é demonstra arrependimento e, principalmente, raiva. A ideia é manter as portas abertas, afinal será preciso usar de toda sua network (contar com o apoio dos colegas de empresa) para consolo, recomendações e indicações, e até mesmo para um possível retorno. Por que não? principalmente nos casos de cortes por restrições financeiras.

Já para quem está realizando a demissão, as recomendações são muitas. Mas para não ficar muito cansativo, vamos usar os vídeos do Porta dos Fundos para falar um pouquinho sobre elas. E aqueles que querem se aprofundar mais no assunto, poderão ler mais na série de artigos que escrevi sobre a Demissão, através dos links abaixo:

  1. Setor de RH – Mosqueteiros

A primeira coisa que se recomenda em um comunicado de demissão é ir direto ao ponto, sem rodeios. Normalmente o clima já está tenso, ou mesmo fúnebre, e ficar rodeando, como quem quer quebrar o gelo, só piorará a situação.

A entrada de um novo membro, o D´artagnan, fez com que Porthus “ficasse sobrando”. Para mim faz todo sentido: nunca entendi porque se fala 3 mosqueteiros quando na verdade são 4. E como a questão era essa sobreposição de cargo ou excesso de contingente, logo a conversa partiu para comparações entre os membros, e Porthus tentando provar suas competências.

A conversa evolui a tal ponto que o demissor pede: “alivia pra mim” – um ótimo exemplo de como não se deve fazer uma demissão.

  1. Setor de RH – Jesus 

Já neste vídeo muita coisa está correta: o demissor é o gestor direto do profissional; ele começa a conversa valorizando-o; e a razão da demissão é nobre e visa o bem-estar de ambos: empresa e funcionário. Os argumentos são totalmente verídicos – mostrando que as competências do funcionário estavam muito além de seu tempo, atrapalhando de fato os negócios da empresa.

  1. Setor de RH – Supergêmeos

A demissão é tão ruim de se fazer, que muitas vezes ficarmos querendo resolver o problema do demitido – uma ânsia por recoloca-lo e, neste caso, até reposicioná-los em relação a sua carreira.

O importante neste caso é sabermos que não podemos querer pelos outros, quem tem que decidir pela continuidade da carreira é o próprio profissional.

O demissor sequer sabia ao certo o que os dois profissionais faziam: é recomendado que o gestor direto do profissional demitido faça a demissão, portanto, nesta reunião, não cabem justificativas a respeito da maior ou menor importância das atividades desenvolvidas.

E o final nos mostra que é preciso estar atento às reações do demitido: raiva (nesse caso), tristeza, desdém.

Outro ponto interessante é a reação do outro profissional, que conseguiu sobreviver à demissão. Ela fica neutra, bem na dela – não o apoia, sequer fala algo.

  1. Village People

E quando o próprio grupo, a própria equipe, resolve excluir um de seus membros?

Neste caso é melhor assim, afinal quando você realmente não está alinhado com os “valores” da organização é melhor mesmo sair.

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Ainda temos dois tópicos para tratar nessa série de artigos: Feedback (que abordarei no próximo mês) e Inteligência Emocional. Não esqueça de deixar sua opinião, crítica ou sugestão nos comentários.

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Para ver os outros artigos desta série:

Lean Start-up

As Start-ups estão na moda. O mito de hoje é crer que qualquer um pode se tornar um milionário da noite para dia na garagem da casa da sua mãe. Mas, como disse o filósofo Alain de Botton: as chances de isso acontecer não são maiores do que as chances de um plebeu se tornar um aristocrata na França do século XVIII. Portanto, aprender sobre o conceito de lean start-up é fundamental para quem quer concorrer nesta loteria.

Uma tradução literal para Lean Start-up seria “Empresa nova e enxuta”. O termo, assim como sua filosofia, foi emprestado da indústria: do Lean Manufacturing, que consiste na fabricação enxuta. Ou seja, Lean Start-up seria iniciar uma empresa da maneira mais enxuta possível.

Segundo a Wikipedia, o conceito foi produzido por Eric Ries e consiste em um processo usado por empreendedores para desenvolver produtos e mercados. Mas é a filosofia por de trás deste conceito que mais me atrai: errar cedo e aprender rápido com o próprio erro.

Desse modo, a ideia é produzir um protótipo mínimo necessário para rapidamente validar com o consumidor a sua ideia – coletando informações sobre o mercado e os clientes de modo a reestruturar o projeto logo no início. Aliás, muitos procuram por clientes para desenvolverem juntos o projeto (“projeto piloto”, por exemplo).

Essa metodologia é bastante similar a uma outra: o Design Thinking. Na verdade, o Design Thinking é parte integrante do Lean Start-up, pois ele também preconiza o envolvimento do cliente logo no início para testes em protótipos. A diferença é que no Lean Start-up pensamos como empresa – no todo, portanto a racionalização dos recursos se aplica a todos departamentos (administrativo, RH), enquanto que o Design Thinking fica mais restrito ao desenvolvimento do produto e do mercado.

Não poderia deixar de falar em outra ferramenta fundamental para o planejamento estratégico de uma Start-up: o Canvas, que nada mais é do que um quadro (uma matriz) para o exercício de modelagem de negócios. Apresento abaixo a matriz, poupando assim as explicações necessárias.

CANVAS

Se você quiser aumentar as probabilidades de sucesso em sua empreitada, além de aplicar o exercício do Canvas, recomendo a leitura de The Lean Startup, de Eric Ries e The Startup Owner Manual, de Steve Blank. E sobre design thinking, o livro Design Thinking Brasil, de Tennyson Pinheiro e Luis Alt vale a pena a leitura.

Hackers e a economia colaborativa

O mundo está se transformando em velocidade exponencial. A tecnologia vem provocando mudanças disruptivas, ou seja, mudanças muito mais profundas com transformações que quebram por completo o sistema em funcionamento.

Vejamos alguns exemplos:

  1. Smartphone: transformou por completo a indústria de celulares, e ainda causou grande impacto nas indústrias de telefonia móvel e de computadores.
  2. Ipod: junto com a internet transformou por completo a indústria da música.
  3. Facebook, Instagram e Youtube: estão roupando por completo a audiência da televisão e permitindo que pessoas comuns entre para o mundo da fama.

Recentemente assistimos outras grandes inovações de cunho tecnológico. Estas se deram através de aplicativos, os quais costumo chamar de “batedores de carteira”. São aplicativos que simplesmente roubam para si toda a movimentação financeira de determinado mercado. Exemplo: Easy Taxi e o 99 Taxi: esses aplicativos simplesmente roubaram toda a carteira das radio-taxis e cooperativas – simples assim! É o que o Netflix está fazendo agora com a TV fechada e a Uber com a clientela dos taxistas.

Poderíamos seguir com esses casos e até aprofundar na discussão a respeito da ética e das vantagens e desvantagens dessas tecnologias, mas não essa a intenção deste artigo, além do mais nenhuma tecnologia é boa ou má por si só: como diz o filósofo Mario Sérgio Cortella: “Um martelo não é bom ou mal, mas sim uso que fazemos dele. Um martelo quando usado para bater um prego é perfeito, mas se usarmos barra bater na cabeça de alguém será horrível”.

A intenção deste artigo é provocar a reflexão sobre como podemos transformar nosso mundo para melhor fazendo uso da tecnologia. A tecnologia consegue ampliar as possibilidades de conexões, e pessoas com interesses (ou competências) em comum poderão, agindo de forma organizada (e orgânica) competir com grandes corporações.

Por exemplo a Easy Taxi. Por que os taxistas não se uniram para criar um aplicativo igual? Depois veio a Uber: por que as pessoas não se juntaram para criarem um aplicativo que possibilitasse trabalharem com seu próprio carro? Claro que a resposta para essas perguntas é muito complexa e envolve diversos fatores, como por exemplo a longa batalha da Uber para conseguir legalizar seu serviço, mas o que quero mostrar é que é possível sim, basta um Hacker bem-intencionado e uma boa quantidade de pessoas fortemente interessadas.

Claro que estou empregando a palavra Hacker como sendo o profissional que produz grandes feitos na área da tecnologia da informação – mais uma vez parafraseando Cortella: “o Hacker por si só não bom ou mau, mas sim o propósito da qual emprega seu conhecimento”.

Há muita tecnologia aberta e disponível. Muitas linguagens de programação são facilmente divulgadas e propagadas. As grandes empresas como a Google e a Microsoft ensinam gratuitamente suas linguagens de programação, justamente para que o coletivo possa ampliar as possibilidades de suas tecnologias – eles já aprenderam a lição do “crescimento orgânico”.

Abaixo listo alguns exemplos do que estou dizendo:

Magento: é uma plataforma gratuita para desenvolvimento de lojas virtuais. Ela é totalmente colaborativa: existe uma grande comunidade de programadores produzindo aplicações para ela.

Cartese.me: é um site que promove o financiamento coletivo. Se você tem algum projeto e precisa arrecadas fundos, você o anuncia neste site e poderá receber recursos de outras pessoas que simpatizem com sua ideia. É o famoso “crowdfunding

Airbnb: é um aplicativo que permite que você alugue um quarto ou mesmo a sua casa para viajantes. Agora qualquer um tem condições de competir com um Hotel.

E por fim, o melhor de todos os exemplos: o Waze!

Waze: aplicativo de trânsito e navegação. Acredito até que dispense apresentação, principalmente nas grandes cidades! Para mim é impossível dirigir em São Paulo sem ele. É totalmente colaborativo, pois é alimentado pelas informações dos usuários: quanto mais usuários ligados, maior sua precisão.

Portanto, a tecnologia vem democratizando e nivelando nosso mundo: só está faltando enxergarmos de forma coletiva as nossas vidas. Eu sonho com o dia em que muitos Hackers se engajarão em um propósito maior: em um projeto de humanidade.

Sísifo e eu no trabalho

Meu próximo relatório será entalhado em uma pedra. Sim, redigirei em mármore, em alusão ao trabalho de Sísifo, que ainda hoje carrega, inutilmente, sua pedra de mármore morro acima.

Não sei quantos dos leitores já elaboraram ou ainda elaboram relatórios que não são usados para nada, e o pior, eles normalmente vêm com prazos de conclusão apertados. Quantos projetos são iniciados, consomem tempo e dinheiro e depois são abandonados?

Talvez os relatórios, devido às informações excessivas ou pelo fato de o solicitante não saber exatamente do que precisa, ou mesmo por não se poder fazer nada a respeito das informações relatadas, fiquem estacionados na mesa, sujeitos às ações do tempo – “é quando nossa pedra rola morro abaixo”. Quem sabe se os projetos, por serem mal elaborados – não definindo claramente seus objetivos, as metas, as tarefas, as ações e os prazos – acabem por se perder no caminho. Principalmente enquanto surgem os “incêndios” que necessitam combate.

Voltemos a Sísifo. Para quem não conhece a história, ele foi condenado pelos Deuses a passar toda a eternidade carregando uma enorme pedra de mármore até o cume de uma montanha. À medida que ele se aproxima do topo, a pedra rola morro abaixo por uma força à qual ele não consegue resistir, tendo, então, que descer ao sopé e retomar todo o trabalho.

O Mito de Sísifo nos mostra por que precisamos imediatamente remover do trabalho o desnecessário. Vamos focar no simples, no básico, no útil. Criamos tantos indicadores e tanta tecnologia da informação que já não sabemos o que fazer com eles. É importante lembrar que hoje temos altíssima eficiência na obtenção de dados e até mesmo na geração de informação mas, quando o assunto é a criação de conhecimento e, principalmente, a transformação desse conhecimento em resultados, a situação se inverte.

É possível que nossos avanços tecnológicos se deem em um sentido de facilitar o transporte dessa pedra. É como se buscássemos meios de obter mais força para carregá-la, mais eficiência, rapidez, melhores rotas para a travessia, maior conforto na execução da tarefa – e nunca nos preocuparmos em estudar o porquê ela cai, ou mesmo o porquê de a carregarmos.

Nesse ponto outra analogia se torna interessante: Sísifo recebeu essa sentença por ter desdenhado dos Deuses e enganado a morte por duas vezes. Será que estamos tentando enganar a morte? Ninguém quer mais envelhecer – é como se o velho hoje não fosse mais o sábio, e sim o jovem que domina essas novas tecnologias. Escondemos nossas rugas, pintamos nosso cabelo, fazemos plástica. Talvez para que a morte, ao nos ver, pense: “Puxa, acho que errei o dia. Cheguei antes do previsto. Deixe-me ver quem é o próximo de minha lista”.

E quanto a desdenhar dos Deuses? Deus (Deuses) está(ão), de fato,  presente(s) em nossas vidas? Parece que para nossa moderna sociedade não precisamos mais de Deus, a ciência pode nos dar todas as respostas. E olha que, em 1978, Raul Seixas já alertava: “E onde é que está a vida? Onde é que está a experiência? Já te entregam tudo pronto, sempre em nome da ciência, sempre em troca da vivência”.

Desejo que alcancemos maior realização em nossas vidas com simples atitudes como planejar nossas tarefas, focar no necessário, questionar nossos porquês, respeitar nossas divindades – lembrando-nos de que somos todos mortais.

Mas meu próximo relatório será na pedra, aludindo a Sísifo e enaltecendo Moisés, cujo relatório, feito na pedra,  é objetivo, claro, aplicável e ainda hoje respeitado.

Sua empresa saiu no Porta dos Fundos? Episódio 4 – Comunicação

A comunicação é algo automático. Logo que nascemos já começamos a fazer uso dela e seguimos pela vida usando-a a todo momento. Nos comunicamos falando, escrevendo, gesticulando, olhando. Estamos tão habituados a nos comunicar que nem percebemos a complexidade envolvida na comunicação. Só nos damos conta quando um mal-entendido acontece.

Criei este quadro para sintetizar os principais componentes da comunicação.

Comunicação

Tudo começa com uma fonte emissora, ou seja, com aquele que tem a intenção de transmitir uma mensagem, e termina naquele que recebeu esta mensagem (o receptor). Só haverá êxito se o significado gerado no receptor foi o mesmo que o emissor intentou, do contrário, a comunicação foi falha.

O grande problema é que para a transmitir uma mensagem é preciso antes codifica-la. Normalmente usamos as letras do alfabeto, combinando-as em palavras do idioma português – seja escrita ou oral. Mas essa codificação também pode se dar em outros idiomas, em hieróglifos, sinais, emoticons. Adoro os emoticons! O que seria de nossa comunicação no Face, no Whats se não fossem os emoticons ou os emojis? A língua é viva, e os emoticons são a prova disso!

Tem uma brincadeirinha bem legal na internet que retrata bem a questão de decodificação.

desafio vc a ler

No começo é difícil, a primeira palavra é impossível! mas, assim que compreendemos a regra da codificação, conseguimos decodificar quase que instantaneamente o restante do texto.

Após a codificação a mensagem tem condições de ser difundida através de alguns canais: voz, textos, desenhos, gestos. E assim o receptor poderá decodifica-la, gerando assim algum significado – exatamente como aconteceu na brincadeira acima.

E por falar em brincadeira, vamos então aos vídeos de Porta dos Fundos:

  1. Palavra da Salvação

Este vídeo deixa bem claro a importância do código usado na transmissão da mensagem. Se o emissor usar um código pouco conhecido pelo receptor, com certeza a mensagem chegará, no mínimo distorcida – e as vezes totalmente incompreendida.

De que é a responsabilidade sobre a comunicação? Do emissor? Do receptor? De ambos? Na minha opinião a responsabilidade é total do emissor, afinal é deste que parte a intenção.

Portanto, devemos estudar a fundo o nosso receptor: nível cultural, intelectual, idioma, gírias, faixa etária. Tudo que for necessário para se fazer entender.

  1. Mundo dos negócios

Este vídeo é muito interessante, não só pela questão da comunicação, como também pelo reflexo da nossa atuação no mundo organizacional. O chefe fala, fala, fala mas o subordinado não consegue entender. Ele se esforça, tenta realmente compreender, faz perguntas – mas se frustra. Só que a parte que coloca em risco seu emprego ele entende logo de cara: compreende facilmente que “o Ricardo do marketing falou” alguma coisa. Assim, de maneira bastante ardilosa, ele consegue reverter todo o cenário. E ao final, é ele quem admoesta o Ricardo.

 

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Espero que tenha gostado! Se não leu os outros 3 artigos da série, logo abaixo tem os links. No próximo mês explorarei o tema “Demissão”.

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Sua empresa está no Porta dos Fundos? Episódio 1- Surrealismo

Sua empresa está no Porta dos Fundos? Episódio 2 – Entrevistas

Sua empresa está no Porta dos Fundos? Episódio 3 – Profissionalismo

Franquia: carreira empreendedora

Na semana passada, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) realizou a 25ª. edição da Exposição de Franchising. O evento contou com uma quase incontável quantidade de franqueadores, distribuídos em mais de 20 setores da economia, com valores de investimento para todos os gostos, digo, bolsos, de R$ 10 mil a até mais que R$ 1 milhão.

Além das opções de franquias, o evento também contou com treinamentos e com a presença de diversos fornecedores, como instituições financeiras ávidas a financiar novos projetos, provedores de pagamento/recebimento eletrônicos e consultorias para apoiar projetos tanto de franqueadores quanto de pessoas interessados nas franquias.

A ABF, em parceria com o SEBRAE, oferece vários cursos para capacitação de franqueados e franqueadores, como:

– Entendendo o franchising

– Programa de capacitação em franchising

– Gestão de redes de franquias

– Locações comerciais

– E-franquias

A franquia se apresenta como uma boa opção para quem quer empreender, afinal, é uma maneira de começar com uma boa estrutura, ou seja, com know-how e uma marca já estabelecida. O franqueado “herda” o conhecimento em gestão do negócio, é apoiado pelo franqueador – que também tem interesse pelo seu sucesso – e se beneficia de todo o marketing realizado pelo franqueador.

É um bom atalho para quem quer iniciar um negócio, é claro que tem seu preço – a questão é avaliar o custo/benefício. E para essa avaliação, o profissional pode contar com a ABF, o SEBRAE e as consultorias especializadas neste assunto, como a AAClass Franquias, a qual recomendo por conhecer a fundo o trabalho realizado por Neca Fernandes.

Portanto, quem quiser estudar o assunto, visite a página da Expo 2016, da ABF e da AAClass. E atenção cariocas! De 6 a 8 de outubro a Expo acontecerá no Rio de Janeiro

Sua empresa está no Porta dos Fundos? Episódio 3 – Profissionalismo

Este é o terceiro artigo da série: “Sua empresa está no Porta dos Fundos?”. O tema deste mês é: Profissionalismo. Quem não leu os outros artigos, ao final deste encontram-se os links para acessá-los.

Usamos o termo profissionalismo para qualificar aquilo que é feito de maneira profissional, ou seja, aquilo que é feito seguindo preceitos de um determinado conjunto social.

A palavra deriva de profissional, que por sua vez deriva de profissão. Profissão, em sua raiz etimológica, vem do latim Pro “à frente (dos outros)” + Fateri “reconhecer, confessar (suas escolhas – ou preferências)”.

Desse modo, profissional é aquele que confessa sua adesão à determinado grupo (a determinada ordem) e se compromete a seguir as convenções deste. Logo, profissionalismo é o profissional ou a organização (reforço o uso da palavra “organização” pois quero me referir a toda e qualquer forma de organização societária – ongs, empresas, sociedades anônimas, associações, conselhos) que age de acordo com os preceitos estabelecidos pela sua profissão – pela sua “religião”.

Mas vamos nos divertir um pouco agora:

  1. Tatuador

As empresas, principalmente em tempos de crise, costumam optar pela contratação de profissionais mais jovens, muitas vezes recém-formados, pois estes costumam ser mais baratos. O problema é que tem um componente da valorização de um profissional que se chama experiência. Costumamos pensar no profissional em termos de suas competências, que nada mais são do que o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (clique aqui para ler mais sobre competências), e para se obter conhecimento e, principalmente, habilidades, é preciso tempo e exposição às situações (problemas, desafios, crises, frustrações, realizações).

Claro que o jovem, o recém-formado, tem muito a contribuir – tem grande importância: imprime energia e inovação. O problema que estou tratando é expor um jovem a complexidades além das quais conseguiria suportar.

Outro ponto interessante deste vídeo é a brincadeira com os tutoriais disponíveis na internet. Realmente há muita informação, muito conteúdo, muito conhecimento na rede – tudo isso à nossa disposição, aumentando assim a pressão evolutiva nos profissionais. Eu não posso ser apenas bom, o básico já está disponível nas redes, eu tenho que ser um verdadeiro artista.

  1. Michelangelo

E por falar em ser um verdadeiro artista, vida de artista não é nada fácil. Estou usando o termo “artista” no sentido de profissionalismo, ou seja, emprego artista como sendo um profissional que se diferencia dos demais.

Muitas vezes nos sujeitamos a trabalhos mal remunerados simplesmente pelo potencial de exposição e desenvolvimento. Mas muito cuidado: não podemos nos depreciar ou se deixar abusar!

Outro ponto interessante deste vídeo é a capacidade de negociação, mais precisamente persuasão. Ele insiste, argumenta, e enquanto não apresenta o projeto não sossega.

  1. Spoleto

O vídeo do Spoleto mostra o problema da falta de profissionalismo (na verdade trata-se mesmo é da falta de educação. Este profissional não adotou nenhum sistema de agrupamento social).

Trata-se sim da falta de paciência, de respeito e atenção para com o cliente. O alerta que quero deixar é justamente esse: os profissionais que lidam diretamente com o cliente têm que ter muito, mas muito profissionalismo, afinal é ele quem paga nosso salário, não é mesmo?!?

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Bom lembrar que profissionalismo é o mínimo que se espera de um profissional, afinal, profissionalismo é atuar de acordo com as regras, normas e convenções de cada profissão, de cada cargo ou função – é algo pré-estabelecido, esperado. Seu cliente (interno ou externo) e seu chefe já criou essa expectativa.

Portanto, convido você a ir além: a superar expectativas! entregar mais do que fora convencionado, ir além, encantar – fazer de sua profissão uma verdadeira obra de arte.

Espero que tenha se divertido. Caso afirmativo, compartilhe, curta, comente! Dia 08/07 publicarei a parte 4 – tratando de Comunicação.

As lições de porta dos fundos para o mundo corporativo – Parte 1

As lições de porta dos fundos para o mundo corporativo – Parte 2