Pão e circo: é carnaval!

Proporcionar “Pão e Circo” é receita antiga para aqueles que querem se manter no poder! “Panem et circenses”, no original em Latim – “teve origem na obra – “Sátira” do humorista e poeta romano Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.) e no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com o alimento e o divertimento” (Emerson Santiago).

Meu Deus! Ele disse 100 d.C.? Romanos? Sei não viu, isso está parecendo muito atual e adequado ao nosso país. Não?

Acontece que minha área não é a política e este não é o forvm mais adequado para discuti-la: quero mesmo é ficar com o Panem. Como puderam deixar faltar pão?

Claro que a questão da geração de emprego está diretamente ligada à política. Os gestores dessa grande empresa chamada Brasil têm de cuidar para melhor posicioná-la frente aos desafios econômicos mundiais. Eles têm a responsabilidade de aplicar o dinheiro das taxas e impostos em infraestrutura e tecnologias competitivas, em leis que favoreçam o florescimento das empresas e o giro da economia, e devem cuidar para que os direitos e deveres sejam respeitados.

Mas o principal objetivo deste artigo é chamar a atenção para a nossa responsabilidade nisso tudo. O termo “pão e circo” é uma crítica ao povo e não aos políticos! Era o povo que não queria tratar de política e que só pensava em diversão – os políticos só fizeram atender aos anseios da população. O povo pediu por arenas (up dating: estádios!), festas, teatros!

Mas agora vivemos um momento muito interessante: o mundo parece estar bipartido, entre esquerda e direita. Alguns veem com desânimo ou até mesmo pessimismo, mas eu vejo com otimismo: primeiro porquê parece que mais pessoas estão se preocupando e se posicionando em relação a assuntos políticos/sociais – me parece que o povo agora pede por hospitais, escolas, centros de pesquisa …; e segundo por que tudo indica que um novo modelo está sendo gestado (se ainda não está precisamos então fecunda-lo).

O problema é que: fecundação, gestão e, principalmente o parto, exige muito esforço, dor, desconforto. É aí que entra o Circo!

A festa do carnaval, como conhecemos hoje, é resultado de uma evolução de mais de 3 mil anos, e sua principal razão de ser reside na catarse, ou seja, no poder de expurgar tudo aquilo que está reprimido no nosso consciente e inconsciente, para então renovar forças e seguir “dentro da linha” – respeitando os direitos e deveres que a sociedade nos exige.

Por isso, brincarei bastante o carnaval para depois arregaçar as mangas e dar o meu melhor – no trabalho e na política!

Fontes consultadas:

Emerson Santiago: http://www.infoescola.com/historia/politica-do-pao-e-circo/ – Acessado em fev/2017.

Tales Pinto: http://brasilescola.uol.com.br/carnaval/historia-do-carnaval.htm – Acessado em fev/2017.

Por que alguns treinamentos não funcionam?

Já ouvi de muitos colegas de recursos humanos a queixa de que algumas semanas após a aplicação de um treinamento os profissionais voltam a se comportar como antes.

Vamos refletir um pouco sobre o assunto? Confira no vídeo!

O artigo desta semana foi inspirado em: Beer, Michael; Finnstrom, Magnus e Schrader, Derek.: Por que programas de treinamento não funcionam – e o que fazer. Harvard Business Review Brasil, RFM Editores, Volume 94, Número 10, Outubro de 2016.

A pílula da experiência

Alguém aí sabe onde comprar uma pílula que aumente a nossa experiência? Sim, isso mesmo! Hoje em dia tem pílula para tudo: para emagrecer, para ficar tranquilo, para ficar louco, para acabar com a celulite, para conter hiperatividade, para ganhar mais músculos, para ficar acordado, para correr mais rápido… a lista não para! Mas ainda não inventaram a: “Pílula da Experiência”!

Como seria bom hein!? Bastava tomar alguns comprimidos de tantas em tantas horas e: “Tcharam”! fiquei mais experiente! Agora tomo melhores decisões, antecipo melhor os acontecimentos, desafio ainda mais meu status quo, produzo melhores resultados e me torno mais experiente outra vez.

Mas infelizmente as coisas não são bem assim. Todos nós sabemos do preço a ser pago quando forçamos nosso organismo para muito além daquilo que fora projetado: vício, dependência, lesões, doenças! Sendo assim, ainda bem que não inventaram uma pílula para ganharmos experiência, e nem quero que a encontrem. Teremos que conquistar a experiência: com muito suor, sofrimento, alegrias e amores.

A boa notícia é que existem sim algo para acelerar o processo de ganho de experiência: Leitura e Estudo! Através do estudo e da leitura podemos nos apropriar de grande parte da experiência do autor ou do professor, contribuindo assim para o desenvolvimento de novas regras de julgamento que me acompanharão pelo resto da vida. Portanto, estude!

Acontece que só ler e estudar não basta, é preciso se expor a situações adversas ou desconhecidas ou novas ou tudo isso junto. É preciso arriscar! É preciso coragem! É preciso ver o mundo através da lente do desenvolvimento e não do desempenho. Não mais interessa o quanto fiz, mas sim o como poderei fazer melhor da próxima vez. Portanto, exponha-se a novas – como o próprio nome já diz – experiências!

Não se preocupe com os revezes ou dissabores, primeiro porque são eles que ajudam a temperar a vida e segundo por conseguirem nos tirar da zona de conforto, além do mais, tem uma historiazinha circulando pela internet que fala do discípulo que pergunta ao seu mestre:

– “Mestre, como faço para tomar boas decisões”?

E o mestre responde: – “Ganhando experiência”!

Mas o discípulo persiste: – “E como faço para ganhar experiência”?

Finalmente o mestre responde:

– “Tomando más decisões”!

Incrível, não? por isso digo: arrisque-se! coragem!

E o melhor disso tudo é que existe um efeito sinérgico no ganho de experiência: quanto mais experiência ganhamos, mais experiência ganhamos! É mais ou menos assim: conforme adquiro experiência melhor consigo trabalhar meu julgamento, análise de fatos/dados e desafios de maior complexidade. E quanto melhor trabalho os fatos/dados, julgamento e complexidade, mais experiência adquiro – encontrando assim um círculo virtuoso!

Atenção! Profissionais recomendam ministrar essa pílula diariamente. A quantidade? Bem, esta depende muito do que queres da vida!

Pense fora da caixa

Quem nunca ouviu este conselho: “você tem que pensar fora da caixa”? Esta frase já se tornou clássica no mundo corporativo, afinal, ela significa: veja a situação de outro ângulo, por outro ponto de vista, aceite uma ideia diferente – como também as vezes soa como: se vire, dê seus pulos, mas me traga a solução! E desde que a humanidade iniciou essa grande disputa por dinheiro, mercados, clientes – não mais tivemos paz, só pressão.

Pensar fora da caixa significa pensar diferente, ver as coisas de fora, do alto. É buscar por soluções em “lugares” ainda não explorados. Mas quando nos recomendam, nunca nos orientam ou ensinam em como fazê-lo. As pessoas simplesmente dizem: “você tem que pensar fora da caixa”. Mas, se eu soubesse como fazer para pensar fora da caixa eu já estaria pensando fora da caixa, não é mesmo? É para eu sair da caixa e ver novas possibilidades, um novo mundo fora da caixa, mas se eu soubesse como é o “mundo” fora da caixa eu não mais estaria dentro da caixa. Complicado né!?!?

Vamos recorrer a duas pequenas histórias sobre como pensar fora da caixa:

Charada do ponto de ônibus

Fazia muito frio e chuva e você voltava para sua casa tarde da noite com seu pequeno carro – um carro que cabe apenas 2 pessoas: o motorista e um passageiro -, quando de repente você avista em um ponto de ônibus 3 pessoas: o médico que salvou a sua vida, uma senhora bem velhinha, adoecida, e o grande amor da sua vida.

No seu carro só cabe mais uma pessoa. Oque você faria?

Lembre-se: pense fora da caixa!

O julgamento do inocente

No tempo dos grandes reinos, grandes impérios, havia um ditador injusto, cruel, egoísta e ambicioso. Qualquer cidadão que desrespeitasse suas regras era severamente punido. Quando este ficou sabendo de um vassalo que conquistara o coração de sua filha, tratou logo de procurar um motivo para detê-lo e julgá-lo, o que não foi difícil, haja visto o total desrespeito com os direitos dos cidadãos.

O pobre rapaz foi levado a julgamento, melhor dizendo, a toda aquela encenação, afinal, o resultado já se sabia de antemão. O juiz lhe ofereceu a perpétua ou invés da pena de morte em troca de uma confissão, mas ele era inocente e recusou a negociação. Diante disso o juiz propôs um sorteio: “vou pegar dois pedacinhos de papel, em um escreverei culpado e noutro, inocente. Você escolherá um deles e em voz alta pronunciará a sua sentença”.

Ele não tinha como recusar. Na verdade, a ideia até soava mais justa, afinal um sorteio era melhor do que aquela armação. Mas ele sabia que não podia confiar naquele juiz e de fato tinha razão: o esperto juiz escreveu “culpado” nos dois pedaços de papel, excluindo “inocente” do rol de opção.

O que você faria se estivesse no lugar dele?

Lembre-se: pense fora da caixa!

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As histórias são legais, mas esse negócio de ficar mandando os outros pensar fora da caixa é muito chato! Ao invés de ficar “corneteando” dicas aos quatro cantos, que tal ajudar um pouquinho? Quando pensamos em como pensar (isso mesmo: pensar o pensar = metacognição) fora da caixa, pensamos em questionamentos capazes de abrir a nossa percepção – ampliar os pontos de vista, aumentar o leque de possibilidades, portanto, algumas perguntas podem ser muito bem-vindas:

  • Com que esta situação se parece? Já passei por situações semelhantes?
  • Qual seria a melhor solução se não houvessem restrições?
  • Pense em alguém que admire muito. Se esse alguém estivesse em seu lugar, como resolveria? Como pensaria?
  • Quais outros campos/áreas podem ser explorados?
  • Quem são os envolvidos?
  • Quais valores que estão envolvidos?
  • Quais insights e intuições podem ser obtidos com essa situação?

E não se esqueça de discutir a situação com outras pessoas, principalmente aquelas que você saber que pensa diferente de você – mas trate de escutar direito, com atenção, e não fique preso nos seus próprios julgamentos. No primeiro momento é preciso abrir ao máximo o assunto – explorar por completo o tema, somente após a exaustão é que se deve buscar a síntese, ou seja, o fechamento.

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E por falar em fechamento, ao desfecho das histórias:

No primeiro caso, o melhor a fazer seria: entregar seu carro ao médico, para ele poder levar a velhinha ao hospital e ficar no ponto de ônibus com o grande amor da sua vida!

No segundo, diz a história que o réu retirou um papelzinho das mãos do juiz e imediatamente enfiou na boca e o engoliu. O juiz possesso gritou: “imbecil! Como saberemos agora qual papel tirou”? O aldeão tranquilamente respondeu-lhe: “simples, o que escolhi é exatamente o oposto do que ficaste em suas mãos”!

Recomeçar

Recomeçar nunca é fácil, já começar, por exemplo, é mais fácil: é o novo, é uma escolha – é quando resolvemos iniciar algo, é uma opção – ninguém começa algo que não queira começar, não é mesmo? Mas recomeçar é diferente: é ter de fazer novamente algo que já foi feito, é reconstruir, recuperar algo que um dia existiu. Isto envolve uma sensação de retrabalho, logo, um sentimento de desperdício de recursos.

Mas será que é mesmo um desperdício de recursos? Talvez recomeçar possa ser uma oportunidade de transformação e de evolução. Quando se constrói algo pela segunda vez, tem-se a oportunidade de aproveitar a experiência anterior para realizar algo deveras superior – pode-se adequar às novas realidades do mercado, às novas tecnologias e, com certeza, não incorre-se os mesmo erros.

Recomeçar é um investimento compulsório – é quando você não escolhe investir, mas é escolhido: normalmente um intempérie climático, um acidente, uma crise econômica, uma demissão. Mas muito cuidado ao transferir as causas a fatores externos – em quase todos os casos existe uma participação nossa no evento – procurar sua parcela de culpa é o melhor exercício para o recomeço – é onde podemos enxergar claramente o que fazer diferente na próxima vez.

Em nosso trabalho de consultoria assistimos a muitos profissionais em momento de transição de carreira – profissionais que foram desligados de seus empregos e que estão em busca de uma nova posição no mercado de trabalho, ou em alcançar o sucesso em algum empreendimento. Posso falar com propriedade sobre casos de pessoas que:

– arrumaram um novo, e melhor,  emprego

– realizaram grandes mudanças de carreira, e hoje se sentem realizadas

– empreenderam e se realizaram como donos de seus próprios negócios

As vezes é preciso um empurrão para tomarmos coragem!

Resido e trabalho no bairro Sumaré, em São Paulo, onde há uma lanchonete que conheço desde da minha tenra infância – na  verdade ela já existia bem antes de eu nascer. É uma lanchonete famosa devido a sua tradição e por ser vizinha da antiga TV TUPI, depois SBT, depois MTV e mais recentemente (não exatamente no mesmo prédio) ESPN.

Até o ano passado era essa sua fachada:

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Quando então sofreu um grande golpe: a queda de uma das grandes e tradicionais árvores do bairro, durante as ordinárias chuvas de monções de São Paulo:

Recentemente estive lá para almoço e fiquei maravilhado com a mudança:

Não só mudaram sua estrutura física, como também o cardápio e mantiveram o bom atendimento. Com certeza foram obrigados a fazê-lo, com certeza precisaram de muito dinheiro para tanto, mas não tenho dúvida do retorno (assim como seus proprietários). O cardápio não sofreu com o impacto da árvore, mas ele também foi “recomeçado”.

Não quero parecer hipócrita a discursar sobre motivações para o recomeço – sei  que existem perdas irreparáveis, como quando se perde um ente querido, por exemplo, onde recomeçar sem a pessoa amada é tarefa que beira o impossível, mas é preciso enxergar toda e qualquer oportunidade para seguir em frente, pois, na verdade – e com o perdão da franqueza, só existem duas opções: “recomeçar ou recomeçar”! Qual você escolhe?

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Fonte das Fotos:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/05/1771935-fachada-de-lanchonete-e-destruida-pela-chuva-em-perdizes-em-sp.shtml

http://exame.abril.com.br/brasil/tempestade-deixa-1-morto-8-feridos-e-bairros-sem-luz-em-sp/

https://www.yelp.com.br/biz_photos/real-s%C3%A3o-paulo-2?select=w7XZvH7kgRmZfZ4wlzmwkg

Com quem você quer transar em 2017?

Recomendo a leitura do último artigo (Com quem você transou em 2016?), onde tratamos das nossas transas de 2016 e sobre o significado de “transa” por mim empregado.

Recapitulando:

“[…] o verbo “transar” traz consigo outros significados, diferentes daqueles relacionados as trocas de carícias íntimas”.

“[…] faço uso do verbo “transar” no sentido de: 1. negociar ou fazer operação comercial com; transacionar. 2. chegar a um acordo a respeito de; ajustar, combinar. 3. conseguir, arrumar, arranjar; […] 4. gostar de, deleitar-se com, apreciar”.

A ideia do artigo era elaborar uma lista das pessoas que mais tiveram importância no último ano em sua vida, refletindo sobre o tipo de relacionamento e as mutuas expectativas.

A ideia agora é analisar com quem, e como, queremos nos relacionar nos próximos 12 meses:

Para estruturar um plano é preciso saber aonde se quer chegar exatamente, afinal: para quem não sabe onde ir qualquer caminho serve; ou: se você não saber para qual porto está navegando, nenhum vento é favorável. Logo, o primeiro passo é definir suas metas.

Sempre incentivo as pessoas a “desenharem” metas em 3 perspectivas:

– Desempenho;

– Aprendizado;

– Relacionamentos;

A tabela abaixo pode facilitar a reflexão, elaboração e visualização das metas.

tabela-transa-2

 

Essas 3 perspectivas se relacionam entre si – por exemplo: para eu alcançar determinado desempenho, preciso aprender algo novo e/ou me relacionar de maneira mais eficiente com as pessoas envolvidas.

Uma vez estabelecida a meta, fica mais fácil visualizar as pessoas que mais importam (impactam) na meta, e uma vez identificadas essas pessoas, passamos então a refletir sobre como podemos aprimorar nosso relacionamento com elas, ou seja, como podemos transar bem gostoso com elas. O convite agora é para refletir sobre quais ações podemos tomar para aprimorar nossa relação com essas pessoas.

tabela-transa-3

 

Quando tratamos planos de ações em relação às pessoas (ou rede de relacionamentos), podemos nos sentir oportunistas, aproveitadores, manipuladores – mas aqui vai minha ressalva: não se preocupe com isso. Ninguém transa com ninguém sem ter vontade – o contrário disso é estupro. O ideal aqui seria alcançar o sentido de “transar” descrito no item 4 (gostar de, deleitar-se com, apreciar), mas como no mundo dos negócios não tem muito espaço para amores e romances que fiquemos então com os sentidos 1, 2 e 3 (negociar, transacionar, acordar, combinar, arranjar).

Espero que estas reflexões contribuam deveras com seu desenvolvimento.

Boas transas!

Suas metas para 2017

Eis que chega a hora do balanço! Mesmo aqueles que avaliam suas vidas em períodos mais curtos, também realizam suas avaliações nesta época do ano. Não tem jeito, é cultural.

O final de ano – aquele momento em que todos tiram o pé do acelerador; quando o judiciário entra em recesso, junto com nossos bandidos profissionais (sim, aqueles do congresso) – nos convida a fazer uma retrospectiva dos últimos 12 meses a fim de desfrutarmos das conquistas, aprendermos com as derrotas e, por fim, estabelecermos novas metas.

Estou muito contente, pois consegui cumprir com uma meta muito especial para mim: escrever (e publicar nas redes) um artigo semanal – foram exatos 52 artigos, não falhou uma sexta-feira se quer. Sempre que abro a minha página de publicações, sinto orgulho em ver minha obra.

Alcançar uma meta dá uma sensação muito boa: empoderamento, realização, sentimento de dever cumprido. Agora posso almejar novos patamares, inclusive, quero aproveitar para registrar que, uma das metas para 2017 será: escrever (e publicar) um livro.

Edwin Lock, no século passado já escreveu sua teoria “Goal Setting & Task Performance” – Teoria do Estabelecimento de Metas -, não nos deixando dúvidas quanto a energia que uma meta importante e desafiadora pode nos conferir; e por aqui, no nosso país tropical, nosso querido Neil Hamilton Negrelli Jr. nos ensinou a regra de ouro: alcance uma meta e faça-se feliz!

Mas é importante lembrar que uma boa meta tem que ser S.M.A.R.T.:

smart

Portanto, meus queridos leitores, agradeço vocês pela audiência, likes, compartilhamentos e comentários; e convido-os a pensar sobre suas metas de: desempenho, aprendizagem e de relacionamentos para 2017.

Contrate pelo Potencial, e não só pelas competências!

O tradicional modelo de contratação por competências já está ficando defasado: carente de um “up grade”. O fato é que o conceito de competências está fundamentado na crença de que “o desempenho passado pode predizer o desempenho futuro”, ou seja: se um determinado profissional mobilizou conhecimento, habilidades e recursos com maestria, produzindo assim excelentes resultados a probabilidade que ele consiga repetir tal feito em outras situações é grande – grande o suficiente para contratá-lo!

Mas acontece que os negócios estão ganhando complexidade em proporções exponenciais. Fenômenos como: rupturas tecnológicas, competitividade entre as empresas e globalização estão tornando praticamente impossível predizer o desempenho de profissionais – tamanho grau de alteração do contexto.

A solução para melhorar a assertividade nos recrutamentos é a avaliação do potencial do profissional, e não só das competências – essa é a proposta de Claudio Fernández-Aráoz, em seu artigo: Caça a talentos no século XXI, publicado na edição de julho de 2014 na Harvard Business Review.

Fernández-Aráoz entende potencial como “a capacidade de se adaptar e crescer em cargos e ambientes cada vez mais complexos”; “capacidade de aprender, crescer e se adaptar a novos ambientes” e propõe uma forma para medi-lo, através de 5 indicadores:

Motivação: pessoas com alto potencial têm grandes ambições e querem deixar sua marca (mas isso através de metas coletivas e objetivos altruístas) e ao mesmo tempo demonstram humildade pessoal.

Curiosidade: buscam novas experiências e conhecimentos. São abertos à aprendizagem e a mudança.

Percepção: é a capacidade de reunir e dar sentido a informações que indicam novas possibilidades.

Engajamento: habilidade para usar a emoção e a lógica para comunicar uma visão convincente e conectar-se com as pessoas.

Determinação: esforço necessário para lutar por objetivos difíceis, desafios e recuperar-se da adversidade.

Claro que podemos dizer que esses 5 indicadores não deixam de ser como 5 competências: motivação, curiosidade e determinação são atitudes; percepção e engajamento são habilidades e todas essas 5 são proporcionalmente potencializadas conforme o nível de conhecimento. De qualquer forma, o conjunto dessas competências conferem ao indivíduo a capacidade de aprender, adaptar e crescer em ambientes complexos e em profunda transformação.

Não posso deixar de lembrar que: de nada adianta contratar um HiPo (abreviação de “higth potential” – profissional de alto potencial) e não lhe dar autonomia, ou ainda pior: não desafiá-lo!

Quero concluir o artigo com essa frase do Fernández-Aráoz:

“Empurrar seus altos potenciais para cima numa escada reta em direção a mais trabalhos, orçamentos e equipes vai dar continuidade ao crescimento deles, mas não vai acelerá-lo. Atribuições diversas, complexas, desafiadoras e desconfortáveis vão”.

Você já jogou Business Bingo?

Quem me conhece mais de perto sabe o quanto gosto de usar o humor para aprender, discutir, construir e transmitir conhecimento. Sabe também o quão critico costumo ser com o funcionamento do “mundo organizacional”. Claro que não devemos generalizar – existem empresas e gestores excelentes -, a questão é que quando nos deparamos aquelas disfuncionais é melhor rir do que chorar.

Se você trabalha em uma empresa dessas não deixe de ler atentamente a este artigo, que apresenta a solução para suportar as improdutivas reuniões e ainda por cima galgar altas posições hierárquicas: o business bingo!

Existem duas versões do jogo, vejamos:

1 – Cada participante escolhe uma cartela que contem palavras-chave – frequentemente utilizadas no mundo corporativo:

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A medida em que as palavras vão sendo ditas durante a reunião, o participante vai marcando em sua cartela e o primeiro que completá-la ganha: Bingo!

2 – Imprima a tabela abaixo e leve para reunião. Veja como você pode montar lindas frases de impacto combinando qualquer uma das linhas: leia da esquerda para direita (coluna A para coluna D) e alterne aleatoriamente as linhas. Perceba como soam bonitas as frases. Com toda certeza você fará grande sucesso na reunião.

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É impressionante a quantidade de empresas e de profissionais que praticam esses eloquentes discursos que, quanto tentamos traduzi-los, logo percebemos que pouco ou nada nos dizem.

Como já disse antes: são muitos relatórios, gráficos, planilhas, PowerPoints, jargões – mas o que importa mesmo é o que fazemos com essas informações: quais ações, quais medidas tomamos: muitas vezes o menos vale mais!

Conversas sobre carreira e desenvolvimento

Nesta semana assessorei um profissional na sua candidatura à um recrutamento interno – uma nova posição gerencial que abriu em sua companhia. Foi um trabalho bem interessante: estava diante de um bom profissional, montamos uma boa estratégia de apresentação e ainda me inspirou a escrever este artigo.

O fato é que achei interessante reforçar a importância das conversas sobre carreira, principalmente com aqueles que possuem maior poder de influência sobre ela, por exemplo: chefe, cônjuge, pais, professores, empreendedores e especialistas em carreira.

#1Dica: mapeie as pessoas mais influentes em sua rede.

Cada uma dessas pessoas desempenham um papel diferente em nossas vidas, portanto, a conversa deve ser distinta uma das outras, isso porquê: o 1) grau de intimidade, liberdade, dependência, concorrência; 2) interesses, divergências e congruências com seus objetivos – variam de acordo com cada papel.

Todas as pessoas são importantes, cada qual em um aspecto: um pai quererá apenas o seu melhor, mas baseará a conversa segundo suas experiências; o cônjuge poderá se preocupar com a segurança e estabilidade da família; o chefe carregará consigo seus interesses e os da organização, porém é quem fornece maior influência.

#2Dica: prepare-se para cada conversa.

Portanto, reflita sobre os interesses e poder de influência de cada conselheiro e defina seu objetivo para a conversa sobre carreira.

A primeira coisa que pergunto quando um profissional almeja outro cargo dentro da sua organização é: Seu chefe está sabendo? Primeiro: se ele estiver apoiando, suas chances serão absurdamente maiores: não há nada melhor do que o endosso do chefe imediato; segundo: é sinal de que vocês têm uma boa relação e que conversam sobre carreira.

#3Dica: se você é gestor, provoque conversas sobre carreira com sua equipe.

É obrigação do chefe manter conversas sobre carreira com seus subordinados. As empresas buscam muito o engajamento – querem profissionais profundamente envolvidos, comprometidos, felizes e produtivos – enquanto os meus objetivos de carreira e de vida forem congruentes com os objetivos da organização em que trabalho, seguirei engajado, portanto, é obrigação do gestor procurar atender (o máximo possível – afinal não é fácil!) a este alinhamento.

#3bDica: se você tem um gestor, provoque conversas sobre carreira com seus superiores.

O contrário também é verdadeiro, ou seja, todo profissional deve procurar se informar sobre o seu desempenho e desenvolvimento, consultando sua chefia ou mesmos outros membros da diretoria, e sobre suas possibilidades e caminhos para sua ascensão.

Peço permissão para terminar este artigo “puxando a sardinha para o meu lado”, aproveitando para reforçar que, aconselhar-se com um especialista em carreira traz basicamente duas grandes vantagens: 1) Isenção total de interesses – o único interesse de um consultor de carreira é o sucesso do seu cliente, afinal, o seu sucesso é o meu sucesso; 2) Vasta experiência – um consultor de carreira carrega consigo não só suas próprias experiências, como também a experiência acumulada de seus clientes: é isso que eu mais amo na minha profissão: a possibilidade de aprender com a grande variedade de experiências dos grandes profissionais que atendo. Portanto:

#4Dica: consulte um especialista em carreira.