Pense fora da caixa

Quem nunca ouviu este conselho: “você tem que pensar fora da caixa”? Esta frase já se tornou clássica no mundo corporativo, afinal, ela significa: veja a situação de outro ângulo, por outro ponto de vista, aceite uma ideia diferente – como também as vezes soa como: se vire, dê seus pulos, mas me traga a solução! E desde que a humanidade iniciou essa grande disputa por dinheiro, mercados, clientes – não mais tivemos paz, só pressão.

Pensar fora da caixa significa pensar diferente, ver as coisas de fora, do alto. É buscar por soluções em “lugares” ainda não explorados. Mas quando nos recomendam, nunca nos orientam ou ensinam em como fazê-lo. As pessoas simplesmente dizem: “você tem que pensar fora da caixa”. Mas, se eu soubesse como fazer para pensar fora da caixa eu já estaria pensando fora da caixa, não é mesmo? É para eu sair da caixa e ver novas possibilidades, um novo mundo fora da caixa, mas se eu soubesse como é o “mundo” fora da caixa eu não mais estaria dentro da caixa. Complicado né!?!?

Vamos recorrer a duas pequenas histórias sobre como pensar fora da caixa:

Charada do ponto de ônibus

Fazia muito frio e chuva e você voltava para sua casa tarde da noite com seu pequeno carro – um carro que cabe apenas 2 pessoas: o motorista e um passageiro -, quando de repente você avista em um ponto de ônibus 3 pessoas: o médico que salvou a sua vida, uma senhora bem velhinha, adoecida, e o grande amor da sua vida.

No seu carro só cabe mais uma pessoa. Oque você faria?

Lembre-se: pense fora da caixa!

O julgamento do inocente

No tempo dos grandes reinos, grandes impérios, havia um ditador injusto, cruel, egoísta e ambicioso. Qualquer cidadão que desrespeitasse suas regras era severamente punido. Quando este ficou sabendo de um vassalo que conquistara o coração de sua filha, tratou logo de procurar um motivo para detê-lo e julgá-lo, o que não foi difícil, haja visto o total desrespeito com os direitos dos cidadãos.

O pobre rapaz foi levado a julgamento, melhor dizendo, a toda aquela encenação, afinal, o resultado já se sabia de antemão. O juiz lhe ofereceu a perpétua ou invés da pena de morte em troca de uma confissão, mas ele era inocente e recusou a negociação. Diante disso o juiz propôs um sorteio: “vou pegar dois pedacinhos de papel, em um escreverei culpado e noutro, inocente. Você escolherá um deles e em voz alta pronunciará a sua sentença”.

Ele não tinha como recusar. Na verdade, a ideia até soava mais justa, afinal um sorteio era melhor do que aquela armação. Mas ele sabia que não podia confiar naquele juiz e de fato tinha razão: o esperto juiz escreveu “culpado” nos dois pedaços de papel, excluindo “inocente” do rol de opção.

O que você faria se estivesse no lugar dele?

Lembre-se: pense fora da caixa!

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As histórias são legais, mas esse negócio de ficar mandando os outros pensar fora da caixa é muito chato! Ao invés de ficar “corneteando” dicas aos quatro cantos, que tal ajudar um pouquinho? Quando pensamos em como pensar (isso mesmo: pensar o pensar = metacognição) fora da caixa, pensamos em questionamentos capazes de abrir a nossa percepção – ampliar os pontos de vista, aumentar o leque de possibilidades, portanto, algumas perguntas podem ser muito bem-vindas:

  • Com que esta situação se parece? Já passei por situações semelhantes?
  • Qual seria a melhor solução se não houvessem restrições?
  • Pense em alguém que admire muito. Se esse alguém estivesse em seu lugar, como resolveria? Como pensaria?
  • Quais outros campos/áreas podem ser explorados?
  • Quem são os envolvidos?
  • Quais valores que estão envolvidos?
  • Quais insights e intuições podem ser obtidos com essa situação?

E não se esqueça de discutir a situação com outras pessoas, principalmente aquelas que você saber que pensa diferente de você – mas trate de escutar direito, com atenção, e não fique preso nos seus próprios julgamentos. No primeiro momento é preciso abrir ao máximo o assunto – explorar por completo o tema, somente após a exaustão é que se deve buscar a síntese, ou seja, o fechamento.

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E por falar em fechamento, ao desfecho das histórias:

No primeiro caso, o melhor a fazer seria: entregar seu carro ao médico, para ele poder levar a velhinha ao hospital e ficar no ponto de ônibus com o grande amor da sua vida!

No segundo, diz a história que o réu retirou um papelzinho das mãos do juiz e imediatamente enfiou na boca e o engoliu. O juiz possesso gritou: “imbecil! Como saberemos agora qual papel tirou”? O aldeão tranquilamente respondeu-lhe: “simples, o que escolhi é exatamente o oposto do que ficaste em suas mãos”!

Contrato de despedida

O processo de encerramento de atividades de uma empresa ou indústria requer grande atenção, afinal é um processo que demanda muitos recursos. Não se trata de apenas demitir os funcionários, apagar a luz, fechar a porta. É preciso encerrar contratos com fornecedores e, principalmente, de clientes. E para isso, muitas vezes se faz necessário a manutenção de uma pequena equipe (e maquinário) para cumprir alguns contratos e cuidar da estratégia de encerramento: vendas (ou transporte) de ativos, cronograma de desligamentos, papeladas legais.

Isso não só requer muito dinheiro, como também pessoas comprometidas com o encerramento – o que parece um contrassenso, afinal, o cumprimento da meta maior coincide com o seu próprio desligamento. Por isso, há consenso entre as empresas de que algo precisa ser feito para que haja engajamento entre essa meta e a continuidade da carreira daqueles que nela se empenharem. Normalmente são ofertados alguns benefícios como:

– Bônus (prêmios), normalmente expresso em quantidade de meses de trabalho;

– Prorrogação de assistências médicas ou odontológicas;

– Assessoria no processo de recolocação e continuidade do projeto de carreira do profissional.

Esses benefícios precisam ser bem administrados, pois representam um custo, bastante visível (tangível) por sinal, e uma receita um tanto subjetiva (intangível) – representável apenas sob a forma de empenho e/ou satisfação do cliente – o custo da saída de um profissional que não aderiu ao projeto, por acreditar que naquele momento um novo emprego seria mais seguro do que os benefícios ofertados, é impossível de ser calculado.

Ofertar um programa de Assessoria para Recolocação pode reduzir significativamente a ansiedade gerada pelo medo da perda do emprego, afinal, o colaborador sabe que será profissionalmente assistido em seu projeto de continuidade da carreira. Sem falar do apoio psicológico e emocional em momento crucial – digo crucial e não delicado, pois essas rupturas sempre ocultam possibilidades.

Em nossos programas de Transição Profissional sempre nos preocupamos em:

– Facilitar a construção de um plano de carreira;

– Ampliar o horizonte de possibilidades de carreira;

– Diminuir o impacto psicológico/emocional;

– Acelerar a recolocação

Existe uma transição ainda mais complexa: a mudança de site (ou cidade). Ela é mais complexa pois muitas vezes envolve a mudança de uma família, e não só do profissional e mudar de cidade é mudar toda sua vida: família, escola, amigos, clube, atividades de lazer.

Existem profissionais que fazem parte do plano de mudança da organização e, portanto, é dada como certa a sua adesão, mas muitos deles certamente não a seguirão; existem profissionais menos cobiçados, logo, com menor preocupação quanto a sua adesão; assim como existem aqueles que não mais fazem parte dos planos.

Para o primeiro caso, daqueles estratégicos à organização, um programa de outplacement para o cônjuge pode ser uma boa estratégia para minimização do impacto da mudança, logo, maior aderência do profissional. E para os demais casos, um programa de assessoria para recolocação profissional pode ser condição essencial para uma transição mais tranquila, responsável e com cumprimento dos compromissos com fornecedores e clientes.

A Ricardo Xavier Recursos Humanos se orgulha de ser pioneira neste tipo de serviço, sendo detentora do conhecimento e desenvolvimento dessa metodologia.

Maquiavel e o Velho Noel!

Gosto muito do Natal! Talvez por ter uma família muito grande e que sempre se reuniu nesta data para uma grande confraternização, contando com a presença de parentes geográfica e genealogicamente distantes. Alegria de conversar, de abraçar, de brincar.

As pessoas ficam mais caridosas, tolerantes. O ritmo da vida vai diminuindo, diminuindo, até restar correria apenas nos restaurantes, bares e shoppings.

Mas me parece que as coisas não são bem assim: primeiro você aprende a ganhar presente, depois aprende o real significado da data e por fim começa a dar presentes – tudo parte de um grande plano dos poderosos que conduzem o planeta, mas, por hora quero arguir contra aqueles que criticam este belo feriado, mais adiante desnudarei toda essa farsa.

Para aqueles que criticam o Natal acusando-o de ser uma data comercial, gostaria de lembrar que fazer o comercio “girar” é algo muito saudável para a economia, pois movimenta-se toda uma rede que vai desde indústria primária até terciária. Por que alguém se oporia a isto?

Para os que julgam o Natal como sendo uma “imposição” da Igreja Católica, que se apropriou de outras datas, outros “santos”, outros ritos; tendo a Igreja como algo ruim, danoso – dizendo que cometeu muitos erros e massacres no passado. O que tenho a dizer é que a Igreja cometeu muitos erros, como também cometeu muitos acertos e ajudou muita gente. E isso acontece até hoje – em todas as religiões. Quantos “pastores” fizeram (e fazem) mal-uso do dinheiro dos fiéis? Mas quantos pastores salvam vidas das drogas? Portanto, bem ou mal, bom ou ruim, o Natal é um ritual que nos remete a refletir sobre questões como: fraternidade, caridade, bondade. Por que alguém se oporia a isto?

Mas o plano maior, daqueles que dominam o mundo, é o seguinte: primeiro você é aliciado com presentes e com fantasias – o que faz com que você seja melhor introduzido a um mundo espiritualizado, imaterial e de valores como família, por exemplo. Todo o contato com este lúdico na infância fertilizam o terreno para que nele possa nascer a crença em valores ainda maiores do que a vida – acreditar em alguém que se quer conseguimos provar sua existência: trata-se, sim, de um plano maior para você poder entender o que é “Fé”!

O plano maligno encerra-se em ciclo, quando então você está completamente doutrinado a fazer o bem ao próximo, amar o próximo como a si mesmo, sensibilizar-se com tragédias, doar dinheiro, ou mesmo seu tempo, aqueles que mais necessitam – este é o significado quando disse: “por fim começa a dar presentes”.

Esse é meu presente para vocês: Não importa sua crença, a sua religião, nem mesmo importa se é Natal ou não; O importante mesmo é lembrar, que todos nós somos irmãos.

O futuro do “estado de Flow”

A melhor tradução para a palavra “flow” é “fluir”. Na engenharia, flow é empregado para descrever um fluxo constante e descomplicado de algum fluído (líquido, gasosos) ou da eletricidade. No nosso português empregamos o termo para descrever um estado de fluir.

“Estado de fluir” já era empregado em traduções de conteúdos provenientes das filosofias orientais, pois é o que melhor descreve os estados meditativos, quando a mente em suspensão alcança um estado de pensamento fluido, ou seja, em um fluxo livre, constante, descomplicado. Algo difícil de explicar, melhor é sentir, praticar.

Mas tem uma experiência de fluir que todo mundo já experimentou, o que facilita a explicação: encontramo-nos em estado de flow quando estamos tão absorvidos em uma tarefa, em uma atividade, que sequer vemos o tempo passar – é estar completamente absorto.

Os neurocientistas, analisando as imagens das tomografias computadorizadas do cérebro, identificaram que, durante tal estado, todos os circuitos cerebrais necessários para a melhor execução de uma atividade ficam ativos e dedicados a ela, enquanto que os circuitos desnecessários permanecem completamente inativos. Ou seja, o cérebro está completamente focado naquela atividade. Nada o distrai, nem mesmo o passar do tempo.

Por que o assunto é importante? Porque hoje temos muita dificuldade de nos concentrarmos em uma tarefa ou uma atividade em específico. Somos a todo o momento interrompidos ou assediados pelos assovios das mensagens de textos dos nossos gadgets, os bips de chegada de e-mails ou mesmo o tradicional telefone que toca. É muito difícil nos mantermos focado em algo pelo tempo necessário.

O cérebro é como um músculo – deve ser exercitado: podemos, e até certo ponto devemos exercitá-lo, atuando em duas ou mais tarefas ao mesmo tempo, por exemplo. Mas os pesquisadores advertem: nosso cérebro não foi projetado para isso. Assim fazendo, perdemos, e muito, a eficiência. Portanto não indico este exercício para as tarefas de maior responsabilidade ou complexidade.

Mas acredito que nossas crianças, nascidas na “era” dos tablets e smartphones, e que já começam a exercitar a multifuncionalidade do cérebro durante a sua própria formação, alcançarão poderosos estados de flow – múltiplos e ao mesmo tempo focados.

Cuidado com a baixaria na festa da firma!

Com a chegada de dezembro inicia-se a “temporada de festas de final de ano”, período em que temos que ficar atentos para não cometermos excessos, afinal, é muita tentação: comida, bebida, festas.

Mas a grande atenção deve ser dada as confraternizações das empresas! Afinal, nestas, deve-se manter o decoro – ou você pensou que decoro se aplicava apenas aos parlamentares?

É um pouco complicado misturar álcool (ou mesmo diversão) com trabalho: quero dizer: abusar do álcool, ou mesmo das brincadeiras, na presença do chefe pode não ser uma boa ideia. Quando bebemos diminuímos nosso senso crítico e falamos mais do que normalmente falaríamos: corremos o risco de ofender colegas, ou pior, o chefe, ou ainda “mais pior”, o chefe do chefe! Corremos o risco de parecermos tolos, de fazermos declarações amorosas a colegas compromissados ou a colegas que não compartilham do mesmo sentimento – e até mesmo de avançar o sinal, queimar a largada ou entrar mesmo na contramão.

Bom, depois de aprontar muita baixaria nesses tipos de ocasião, um amigo de um primo meu resolveu escrever algumas sugestões para quem vai enfrentar este tipo de situação:

– Chegue o mais tarde que puder na festa: isso reduzirá o tempo total disponível para a ingestão de álcool, e também te colocará em um grau de sobriedade maior do que o dos seus colegas;

– Beba devagar e intercalando com água: isso te manterá hidratado – contribuindo para a manutenção do seu sistema como um todo: o que incluí raciocínio e coordenação motora; e como na sugestão anterior, também te manterá um ou mais níveis alcoólicos abaixo dos seus colegas;

A ideia é não dar baixaria e não ser inconveniente com os colegas, portanto, combatendo o álcool, a maior probabilidade é de que apresentemos o mesmo comportamento que apresentamos no dia a dia, claro que um pouco mais animado, mais descontraído, porém, ciente de cada palavra que sai da boca – independente do que se tenha pensado ou sentido!

Mas não esqueçamos: é para festejar! brincar! se divertir! Por isso a última sugestão é:

– Dance, dance e brinque muito!: isso ajudará a expurgar os problemas do passado e reforçará o sentimento de grupo – como uma família: que sofre, briga, brinca e cresce junto.

Boas confraternizações!

Eu sou uma farsa?

Sociólogos e antropólogos – e até mesmo o pessoal do marketing, já descobriram que o ser humano tem o costume de se mostrar melhor do que realmente é. Respostas para perguntas simples, como por exemplo questões a respeito da alimentação que uma mãe fornece à sua família, são facilmente distorcidas se aproximando mais da forma como a mãe gostaria que fosse – da forma como ela entende ser ideal – do que da forma como realmente acontece no seu dia-a-dia.

Um candidato a uma vaga de emprego tende a fornecer respostas que reforcem seus pontos positivos e, no mínimo, escondam os negativos. No extremo: fornecem a resposta certa, que não necessariamente é “a sua” resposta – mais uma vez: respondem como gostariam que fosse e não como realmente são.

As redes sociais, mais especificamente Facebook, Instagram e Snapchat fornecem um grande palco para assistirmos esse maravilhoso espetáculo! Lá todo mundo é bonito, sincero, ético, ecológico e altruísta, mas basta conhecer um pouco mais a pessoa para começar a enxergar a defasagem entre o que se fala ou se posa e o que realmente faz ou é.

Mas, como sou um otimista por natureza, consigo ver isto pelo lado bom: talvez desejar ser bonito, sincero, ético, ecológico ou altruísta seja o primeiro passo para começar a sê-lo. Sim, mesmo que seja apenas um descompromissado querer. Uma coisa é fazer a coisa errada, outra coisa é fazer o errado sabendo o certo. Uma coisa é vestir-se mal (cafona ou demasiadamente sensual) sem perceber, outra coisa é vestir-se mal propositadamente.

Portanto, graças as redes sociais hoje temos condições de visualizar o correto (neste caso: o correto segundo os padrões da sociedade), o certo a se fazer – e assim primeiramente sonhamos (desejamos) ser (e agir) de acordo; mas aqueles que conseguem acordar do sonho para então calcular a diferença entre o que é e o que gostaria de ser: esses sim conseguirão alcançar alguma evolução.

P.S.: estou trabalhando nas minhas diferenças, qual sejam: aquelas entre o que escrevo e o que realmente pratico. emoticon1

Contrate pelo Potencial, e não só pelas competências!

O tradicional modelo de contratação por competências já está ficando defasado: carente de um “up grade”. O fato é que o conceito de competências está fundamentado na crença de que “o desempenho passado pode predizer o desempenho futuro”, ou seja: se um determinado profissional mobilizou conhecimento, habilidades e recursos com maestria, produzindo assim excelentes resultados a probabilidade que ele consiga repetir tal feito em outras situações é grande – grande o suficiente para contratá-lo!

Mas acontece que os negócios estão ganhando complexidade em proporções exponenciais. Fenômenos como: rupturas tecnológicas, competitividade entre as empresas e globalização estão tornando praticamente impossível predizer o desempenho de profissionais – tamanho grau de alteração do contexto.

A solução para melhorar a assertividade nos recrutamentos é a avaliação do potencial do profissional, e não só das competências – essa é a proposta de Claudio Fernández-Aráoz, em seu artigo: Caça a talentos no século XXI, publicado na edição de julho de 2014 na Harvard Business Review.

Fernández-Aráoz entende potencial como “a capacidade de se adaptar e crescer em cargos e ambientes cada vez mais complexos”; “capacidade de aprender, crescer e se adaptar a novos ambientes” e propõe uma forma para medi-lo, através de 5 indicadores:

Motivação: pessoas com alto potencial têm grandes ambições e querem deixar sua marca (mas isso através de metas coletivas e objetivos altruístas) e ao mesmo tempo demonstram humildade pessoal.

Curiosidade: buscam novas experiências e conhecimentos. São abertos à aprendizagem e a mudança.

Percepção: é a capacidade de reunir e dar sentido a informações que indicam novas possibilidades.

Engajamento: habilidade para usar a emoção e a lógica para comunicar uma visão convincente e conectar-se com as pessoas.

Determinação: esforço necessário para lutar por objetivos difíceis, desafios e recuperar-se da adversidade.

Claro que podemos dizer que esses 5 indicadores não deixam de ser como 5 competências: motivação, curiosidade e determinação são atitudes; percepção e engajamento são habilidades e todas essas 5 são proporcionalmente potencializadas conforme o nível de conhecimento. De qualquer forma, o conjunto dessas competências conferem ao indivíduo a capacidade de aprender, adaptar e crescer em ambientes complexos e em profunda transformação.

Não posso deixar de lembrar que: de nada adianta contratar um HiPo (abreviação de “higth potential” – profissional de alto potencial) e não lhe dar autonomia, ou ainda pior: não desafiá-lo!

Quero concluir o artigo com essa frase do Fernández-Aráoz:

“Empurrar seus altos potenciais para cima numa escada reta em direção a mais trabalhos, orçamentos e equipes vai dar continuidade ao crescimento deles, mas não vai acelerá-lo. Atribuições diversas, complexas, desafiadoras e desconfortáveis vão”.

O Trabalho e os Dias

Gente é tão louca e no entanto tem sempre razão: quando consegue um dedo já não serve mais quer a mão.

E o problema é tão fácil de perceber: é que gente – gente nasceu pra querer.

– Raul Seixas

Essa fonte inesgotável de desejo, essa vontade insaciável: esse querer sempre mais – é um malicioso castigo divino! Castigo que Zeus aplicou a humanidade por Prometeu ter nos trazido o fogo do Olimpo! Mas, como tudo que é divino, nunca saberemos ao certo se é castigo ou presente, afinal, essa vontade é o que nos move – mas, ao mesmo tempo: essa vontade é o que nos consome.

Podemos (e devemos) desejar muito, desejar alto ou até mesmo desejar sublime – isso com toda certeza produzirá energia e força. Mas, para não ficarmos presos na armadilha de um “querer sem fim” temos de lembrar que a felicidade está na jornada e não do objetivo.

Ficamos tão obstinados com nossas metas e objetivos que nos esquecemos de apreciar a paisagem. Na sabedoria oriental isso se chama viver o presente, ou seja, estar plenamente focado naquilo que se está fazendo – esquecendo-se por um momento da meta e vivendo intensamente o momento presente: “o fazer”. Funciona mais ou menos assim:

Quando seu time está ganhando por apenas um ponto você fica desesperado olhando para o cronômetro e torcendo para o tempo passar rápido. E o que acontece na prática? O tempo parece parar! O jogo se torna angustiante e a ansiedade toma conta do seu corpo. Agora, se o time abre grande vantagem no placar, o jogo se torna bonito, divertido, prazeroso e você sequer percebe o tempo passar.

Mas mais difícil ainda é a saudade: quando se espera alguém amado o relógio simplesmente parece parar.

Meu amor não se atrase na volta não, meu amor.
Mandei uma mensagem a jato / pras entidades do tempo já me foi verificado que nem mesmo haverá segundo
que os minutos foram reavaliados / pra cada suspiro serão 10 contados
– Céu

Depois, junto da pessoa amada: nem se percebe o tempo passar!

Será que conseguimos realmente aproveitar o tempo presente em sua plenitude? Ou o final de semana já acabou e o relógio agora está funcionando no “modo segunda-feira”? Se ficarmos presos nesta armadilha viveremos ansiosos pelo “dia da festa” que demora chegar, e arrependidos daquilo que podíamos ter feito na “festa que passou”!

Portanto:

(1) aproveitemos o castigo divino para desejar assaz;

(2) aproveitemos a força da ansiedade para nos preparar para o “grande dia”;

(3) aproveitemos o momento presente para agir – para nos entregarmos por completo nas atividades que sabemos levar ao nosso desejo;

(4) comemoremos cada conquista (por mais simples que seja) com aqueles que nos ajudaram e aqueles que amamos;

(5) não esqueçamos de apreciar a vista da janela!

Você já jogou Business Bingo?

Quem me conhece mais de perto sabe o quanto gosto de usar o humor para aprender, discutir, construir e transmitir conhecimento. Sabe também o quão critico costumo ser com o funcionamento do “mundo organizacional”. Claro que não devemos generalizar – existem empresas e gestores excelentes -, a questão é que quando nos deparamos aquelas disfuncionais é melhor rir do que chorar.

Se você trabalha em uma empresa dessas não deixe de ler atentamente a este artigo, que apresenta a solução para suportar as improdutivas reuniões e ainda por cima galgar altas posições hierárquicas: o business bingo!

Existem duas versões do jogo, vejamos:

1 – Cada participante escolhe uma cartela que contem palavras-chave – frequentemente utilizadas no mundo corporativo:

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A medida em que as palavras vão sendo ditas durante a reunião, o participante vai marcando em sua cartela e o primeiro que completá-la ganha: Bingo!

2 – Imprima a tabela abaixo e leve para reunião. Veja como você pode montar lindas frases de impacto combinando qualquer uma das linhas: leia da esquerda para direita (coluna A para coluna D) e alterne aleatoriamente as linhas. Perceba como soam bonitas as frases. Com toda certeza você fará grande sucesso na reunião.

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É impressionante a quantidade de empresas e de profissionais que praticam esses eloquentes discursos que, quanto tentamos traduzi-los, logo percebemos que pouco ou nada nos dizem.

Como já disse antes: são muitos relatórios, gráficos, planilhas, PowerPoints, jargões – mas o que importa mesmo é o que fazemos com essas informações: quais ações, quais medidas tomamos: muitas vezes o menos vale mais!

Conversas sobre carreira e desenvolvimento

Nesta semana assessorei um profissional na sua candidatura à um recrutamento interno – uma nova posição gerencial que abriu em sua companhia. Foi um trabalho bem interessante: estava diante de um bom profissional, montamos uma boa estratégia de apresentação e ainda me inspirou a escrever este artigo.

O fato é que achei interessante reforçar a importância das conversas sobre carreira, principalmente com aqueles que possuem maior poder de influência sobre ela, por exemplo: chefe, cônjuge, pais, professores, empreendedores e especialistas em carreira.

#1Dica: mapeie as pessoas mais influentes em sua rede.

Cada uma dessas pessoas desempenham um papel diferente em nossas vidas, portanto, a conversa deve ser distinta uma das outras, isso porquê: o 1) grau de intimidade, liberdade, dependência, concorrência; 2) interesses, divergências e congruências com seus objetivos – variam de acordo com cada papel.

Todas as pessoas são importantes, cada qual em um aspecto: um pai quererá apenas o seu melhor, mas baseará a conversa segundo suas experiências; o cônjuge poderá se preocupar com a segurança e estabilidade da família; o chefe carregará consigo seus interesses e os da organização, porém é quem fornece maior influência.

#2Dica: prepare-se para cada conversa.

Portanto, reflita sobre os interesses e poder de influência de cada conselheiro e defina seu objetivo para a conversa sobre carreira.

A primeira coisa que pergunto quando um profissional almeja outro cargo dentro da sua organização é: Seu chefe está sabendo? Primeiro: se ele estiver apoiando, suas chances serão absurdamente maiores: não há nada melhor do que o endosso do chefe imediato; segundo: é sinal de que vocês têm uma boa relação e que conversam sobre carreira.

#3Dica: se você é gestor, provoque conversas sobre carreira com sua equipe.

É obrigação do chefe manter conversas sobre carreira com seus subordinados. As empresas buscam muito o engajamento – querem profissionais profundamente envolvidos, comprometidos, felizes e produtivos – enquanto os meus objetivos de carreira e de vida forem congruentes com os objetivos da organização em que trabalho, seguirei engajado, portanto, é obrigação do gestor procurar atender (o máximo possível – afinal não é fácil!) a este alinhamento.

#3bDica: se você tem um gestor, provoque conversas sobre carreira com seus superiores.

O contrário também é verdadeiro, ou seja, todo profissional deve procurar se informar sobre o seu desempenho e desenvolvimento, consultando sua chefia ou mesmos outros membros da diretoria, e sobre suas possibilidades e caminhos para sua ascensão.

Peço permissão para terminar este artigo “puxando a sardinha para o meu lado”, aproveitando para reforçar que, aconselhar-se com um especialista em carreira traz basicamente duas grandes vantagens: 1) Isenção total de interesses – o único interesse de um consultor de carreira é o sucesso do seu cliente, afinal, o seu sucesso é o meu sucesso; 2) Vasta experiência – um consultor de carreira carrega consigo não só suas próprias experiências, como também a experiência acumulada de seus clientes: é isso que eu mais amo na minha profissão: a possibilidade de aprender com a grande variedade de experiências dos grandes profissionais que atendo. Portanto:

#4Dica: consulte um especialista em carreira.